CDM
MURAL ABERTO

Grupo C.D.M.
Centro de Desintoxicação Midiática (Pelotas/RS)
Após a conclusão do curso de Design Gráfico na Universidade Federal de
Pelotas, em julho de 2003, Leonardo Furtado e Ricardo Mello resolveram alugar um
espaço para que pudessem desenvolver seus trabalhos individuais. Tal espaço
acabou concretizando-se como uma garagem*, o espaço físico do grupo, serviu tanto
como um local para a produção individual dos mesmos, como para reuniões das
futuras interferências urbanas.
Ao final do mesmo ano, já haviam sido enumeradas uma série de
características do
pseudo-artista
grupo. O pseudo-artista é o indivíduo que mesmo tendo uma produção, pensamento, e
foco, definidos na sua obra, questiona paulatinamente o seu “status” como artista. Ou
seja, o pseudo-artista questiona a sua visualidade real e existência social, o seu papel
frente às instituições de arte e às mídias; e a validade de suas trajetórias e obras
inseridas neste cenário de preceitos diversos e divergentes da arte contemporânea.
Em torno da mesma época, a garagem foi denominada como
Desintoxicação Midiática
Ficou definido que o C.D.M. é um grupo de pseudo-artistas que desenvolvem um
trabalho de caráter experimental, não aceitando o senso comum e as imposições
mercadológicas. Indivíduos interessados em discussões acerca da arte
contemporânea, design, sociedade e etc. Propondo e realizando a partir destas
discussões,
Re-ações Públicas
As Re-ações Públicas se constituem de colagens e interferências urbanas
gráficas, sonoras e eletrônicas. Estas Re-ações são trabalhos que se inserem
diretamente no tecido urbano. Rompendo assim conseqüentemente quaisquer
relações com o espaço sacralizado de exposição de arte, abstendo-se da dependência
do convencional circuito artístico, com tudo que isto implica em relação às percepções
específicas destes trabalhos e suas possíveis leituras.
O C.D.M. pretende com as Re-ações Públicas causar um estranhamento,
colocar um ponto de interrogação na cabeça das pessoas e atiçar a curiosidade dos
transeuntes urbanos alienados nos seus afazeres diários e bitolados na rotina
impositiva da mídia e da visualidade urbana (outdoors, campanhas publicitárias e
políticas). Os trabalhos também procuram instituir um vazio no meio do ruído da
poluição visual urbana, amplificando assim o seu caráter inusitado e questionador.
Além de colocarem-se como uma alternativa ao escasso e quase inexistente circuito
de arte contemporânea da cidade de Pelotas, que sofre com a falta de espaços
dedicados a este tipo de manifestações.
Até outubro de 2008 o C.D.M. realizou dez Re-ações Públicas e participou de
vários eventos como o Reverberações (2004), Experiência Imersiva Ambiental (2004),
Salão de Maio (2005), Icônico Para Viagem (2006), Multiplicidade (2006), Charneira
(2006), Seminário Espaço Urbano (2006), 5° Vaga-lume (2006), Experiência Imersiva
Ambiental (2006), Vídeos Bastardos Vol. 2 (2007), Projeto Percursos (2007) e o Fórum
Social da Periferia (2008). Atualmente integram o C.D.M. os designers Eduardo
Silveira, Leonardo Furtado e o artista visual Ricardo Mello.





