Archive for the ‘2004’ Category

2004 – primeiro encontro nacional de coletivos de arte

Sunday, July 25th, 2004

I encontro nacional de coletivos de arte - São Paulo – Brasil – 2004

Escolher o processo coletivo como forma de trabalho, possibilita pensar e praticar as AÇÕES – ARTE de forma mais ampla e reverberadora.

 

Por isso, chamou-se REVERBERAÇÕES o que se caracterizou como o primeiro encontro nacional de Coletivos de Arte no Brasil, realizado na cidade de São Paulo.

 

O encontro REVERBERAÇÕES aconteceu como parte da Mostra Artística do Fórum Cultural Mundial em parceria com o SESC de São Paulo, entre 26 de junho e 04 de julho de 2004, na unidade do SESC Vila Mariana e no Poupa Tempo e SESC de Santo Amaro.

A dimensão e importância do encontro REVERBERAÇÕES, como o primeiro encontro nacional de coletivos de arte, se deu pela busca em (re)conhecer as atuais práticas artísticas de processo coletivo, que estão acontecendo progressivamente desde meados da década de 90, no Brasil; e pela compreensão de que encontros presenciais gera fortalecimento da Rede ao propiciar troca de conhecimento e experiências entre as pessoas/coletivos.
É essencial olhar a proposta do REVERBERAÇÕES, pelo universo COLETIVO: Coletivos que trabalham com outros coletivos, pensando suas práticas, o outro – a coletividade – o participante.
Éramos 52 artistas, efetivando o encontro de idéias e práticas artísticas, trazendo experiências de vários estados brasileiros, em uma semana repleta de atividades. Artistas que dividem o mesmo espaço de trabalho, que são um grupo, que se aglutinam para ações pontuais, que são uma associação, ou ainda, coletivo de uma única pessoa!

Ocupamos, intervimos, interagimos, arte educamos e provocamos o público, visitante e transeunte que encontramos por aqueles dias.

Seguindo o sentido de união e compartilhamento coletivo, o festival REVERBERAÇÕES estabeleceu parceria com outro projeto, o ‘Fiteiro Cultural’ da artista Fabiana de Barros e o aparelho publico municipal “Poupa Tempo”. Integrando a Mostra SESC de Artes e o Fórum Cultural Mundial.

O ‘Fiteiro Cultural’ é uma barraca de madeira, aberta e modulável que propõe encontros e possibilidades, oferecendo um local de contato arte/sociedade. Tornou-se a base ideal para fazer reverberar as ações e encontro proposto.
Os coletivos realizaram intervenções, performances, oficinas e outras ações, interagindo entre si e com o entorno, tendo sempre o fiteiro como local-referência.

REVERBERAÇÕES contou com dois coletivos que foram ‘ocupante-residentes’ do Fiteiro Cultural:

Espaço Coringa (SP) , no SESC Vila Mariana e
Estúdio Colectivo (SP) , no Poupa Tempo de Santo Amaro.

Durante uma semana, eles receberam a visita dos outros coletivos participantes:

C.D.M. (Pelotas – RS)
Chave Mestra (RJ)
Espaço Entre (SP)
Grupo Braço (SP)
Grupo Um (RJ)
Happining Pictórico (SP)
Horizonte Nômade (SP)
In.CoRpo.Ro (SP)
mm não é confete (SP)
Nova Pasta (SP)
Obra Viva (SP)
P.O.I.S. (Porto Alegre – RS)
Poro (MG)
Transição Listrada (CE)

Todos os coletivos participantes do encontro REVERBERAÇÕES são integrantes do CORO – Coletivos em Rede e Ocupações. [www.corocoletivo.org ]

Para troca de informações e organização do REVERBERA ÇÕES foi criado o e-grupo reverbera e foram realizados, como parte do processo, encontros nos espaços independentes de São Paulo, dos coletivos envolvidos, dando inicio ao processo de integração e intercambio.

participantes do reverberações na unidade Vila Marina do SESC. 

COnversa em ROda – REVERBERAÇÕES
Pensando o encontro como forma reverberadora de possibilidades, essa primeira Conversa em Roda do CORO, não teve um assunto norteador ou uma temática, caracterizou-se como uma forma de avaliação das atividades até aquele momento, com as apresentações (falas) públicas de cada coletivo participante do encontro, na busca pelo amadurecimento para outras e novas ações coletivas. A conteceu no SESC Vila Mariana.

***

Concepção, Articulação e Coordenação Geral
Flavia Vivacqua

Coordenando
Intervenções Urbanas e Oficinas Multiplicadoras
Horizonte Nômade

Produção Total
Izabel Franco e Guadalupe Marcondes

Realização
Fórum Mundial Cultural
SESC-SP – Mostra SESC de Artes 2004
 
 

 

 

Estudio Colectivo

Saturday, July 24th, 2004

 

 

Nova Pasta

Saturday, July 24th, 2004

Homem de Natal

performance de Túlio Tavares

CDM

Saturday, July 24th, 2004

 

MURAL ABERTO

 

 

 

 

Grupo C.D.M.

Centro de Desintoxicação Midiática (Pelotas/RS)

Após a conclusão do curso de Design Gráfico na Universidade Federal de

Pelotas, em julho de 2003, Leonardo Furtado e Ricardo Mello resolveram alugar um

espaço para que pudessem desenvolver seus trabalhos individuais. Tal espaço

acabou concretizando-se como uma garagem*, o espaço físico do grupo, serviu tanto

como um local para a produção individual dos mesmos, como para reuniões das

futuras interferências urbanas.

Ao final do mesmo ano, já haviam sido enumeradas uma série de

características do

 

 

  

pseudo-artista

, personagem/manifesto criado pelos fundadores do

grupo. O pseudo-artista é o indivíduo que mesmo tendo uma produção, pensamento, e

foco, definidos na sua obra, questiona paulatinamente o seu “status” como artista. Ou

seja, o pseudo-artista questiona a sua visualidade real e existência social, o seu papel

frente às instituições de arte e às mídias; e a validade de suas trajetórias e obras

inseridas neste cenário de preceitos diversos e divergentes da arte contemporânea.

Em torno da mesma época, a garagem foi denominada como

 

 

  

Centro de

Desintoxicação Midiática

 

 

 

, sendo mais tarde também chamada por sua abreviação.

Ficou definido que o C.D.M. é um grupo de pseudo-artistas que desenvolvem um

trabalho de caráter experimental, não aceitando o senso comum e as imposições

mercadológicas. Indivíduos interessados em discussões acerca da arte

contemporânea, design, sociedade e etc. Propondo e realizando a partir destas

discussões,

 

 

 

 

Re-ações Públicas

sistemáticas.

As Re-ações Públicas se constituem de colagens e interferências urbanas

gráficas, sonoras e eletrônicas. Estas Re-ações são trabalhos que se inserem

diretamente no tecido urbano. Rompendo assim conseqüentemente quaisquer

relações com o espaço sacralizado de exposição de arte, abstendo-se da dependência

do convencional circuito artístico, com tudo que isto implica em relação às percepções

específicas destes trabalhos e suas possíveis leituras.

O C.D.M. pretende com as Re-ações Públicas causar um estranhamento,

colocar um ponto de interrogação na cabeça das pessoas e atiçar a curiosidade dos

transeuntes urbanos alienados nos seus afazeres diários e bitolados na rotina

impositiva da mídia e da visualidade urbana (outdoors, campanhas publicitárias e

políticas). Os trabalhos também procuram instituir um vazio no meio do ruído da

poluição visual urbana, amplificando assim o seu caráter inusitado e questionador.

Além de colocarem-se como uma alternativa ao escasso e quase inexistente circuito

de arte contemporânea da cidade de Pelotas, que sofre com a falta de espaços

dedicados a este tipo de manifestações.

Até outubro de 2008 o C.D.M. realizou dez Re-ações Públicas e participou de

vários eventos como o Reverberações (2004), Experiência Imersiva Ambiental (2004),

Salão de Maio (2005), Icônico Para Viagem (2006), Multiplicidade (2006), Charneira

(2006), Seminário Espaço Urbano (2006), 5° Vaga-lume (2006), Experiência Imersiva

Ambiental (2006), Vídeos Bastardos Vol. 2 (2007), Projeto Percursos (2007) e o Fórum

Social da Periferia (2008). Atualmente integram o C.D.M. os designers Eduardo

Silveira, Leonardo Furtado e o artista visual Ricardo Mello.

 

*A garagem ficou ativa até fevereiro de 2006.

POIS

Saturday, July 24th, 2004

mm não é confete

Saturday, July 24th, 2004

 

Grupo UM

Saturday, July 24th, 2004

CAPTURANDO SOMBRAS

 
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=X2kgRFq1myA&eurl=http://reverberar.wordpress.com/category/2004/grupo-um/]

 

DIÁLOGO COM UMA SOMBRA

                                                A Augusto dos Anjos

-Sou uma Sombra! Venho de outras eras…
-Mas de que terríveis eras?
Quem concebeu tamanho medo?
-Larva do caos telúrico, procedo…
-Mas de onde provêm estes seres canhestros?
-Da escuridão do cósmico segredo…
- Feitos de que matéria, de que estranha dissonância?
-Da substância de todas as substâncias!
- E o que fazes perdida neste desterro?
-Como um pouco de saliva quotidiana
Mostro meu nojo à natureza humana…
-E quem te guia por este mundo velho?
-A podridão me serve de Evangelho…
-E o que vês nestas criaturas bípedes caminhando em pares?
-Engrenagens de vísceras vulgares…
-E porque bebes então destas criaturas o excremento?
-Provo desta maneira o mundo odiento
Pelas grandes razões do sentimento…
-O que esperas, por fim, envenenada em tamanha mágoa?
-O último solilóquio dos suicidas…
-E por que desejas a autodestruição de tão pobres seres?
-…eu sinto a dor de todas essas vidas
Em minha vida anônima de larva…

Capturo-te então “canção da natureza exausta”
Nestas placas de sensível pele
Através da luminância reflexiva da epiderme
Para que a dor seja gravada em luz e pesadelo
Até o definhar dos sons das notas tortas
na “palidez das fotosferas mortas”…

Domingos Guimaraens
5’ Performance \ Dimensões: 3 telas de 1,60m X 2,5m \ Material: telas emulcionadas com pigmento fotossensível \ Música de Ricardo Dias Gomes \ Locução: Roberta Brisson, Ricardo Dias Gomes e Domingos Guimaraens \ Poema de Domingos Guimaraens.

 

CINEMA MANUAL

Animação Experimental // Dança de luz // Dramaturgia Sensorial

Cinema Manual é um trabalho fronteiriço entre artes visuais e performáticas que une Dança e Teatro de Animação às artes visuais. Nadam faz cinema ao vivo sem câmeras nem recursos eletrônicos. A performance utiliza técnicas milenares de Teatro de Sombra e práticas contemporâneas com poucos objetos, lâmpadas, lentes, luzes e mãos.

Cinema Manual tem dois anos de intensa pesquisa e experimentação que resultaram em uma série de peças curtas apresentadas em eventos de Cinema, Poesia, Teatro de Animação, Performance, Dança e Artes Visuais; uma exposição de fotografia e vídeo; alguns eventos multimídia (Cinema Manual Convida no Espaço Sesc, Visor no Parque das Ruínas e no Teatro Laura Alvim) e ainda uma série de instalações (cinema autônomo).

” A idéia formada pela luz e sua ausência, como a estrutura oriental dos teatros de sombra, transposta para a grandiosidade do cinema numa linguagem sonora e visualmente contemporânea.”
Luiz Alphonsus, artista plástico

” Dança de luz, dança de imagem, dança de música, dança de efeitos, dança de teatro. Tudo separado e ao mesmo tempo, unificado. (…) não é mais um corpo que dança, mas um todo que dança”
Juliana Chrispim (Jornal do Brasil, 9/11/0 3- dança /crítica)

Cinema Manual, o longa metragem (50’) – 2004

Criação e Performance: Nadam Guerra / Dança: jaya Pravaz / Música: Daniel Quaranta, Luiz castelões e Pedro Luís – Fotos: Débora 70

 ***

 

Espaço Coringa

Saturday, July 24th, 2004

Obra Viva

Monday, June 7th, 2004

Espaço Entre

Monday, June 7th, 2004