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EDITAL REVISTA [In.CoRpo.Ro]

Sunday, October 12th, 2008

PROJETO ReverberAções
EDITAL REVISTA [In.Co
Rpo.Ro]

 

 

Histórico do Projeto [In.CoRpo.Ro]

O objetivo do projeto é promover encontros entre artistas, pesquisadores e público afim para a realização de performances e o debate teórico sobre o tema.

Com o projeto propomos uma ampliação do termo performance englobando as mais diversas manifestações. Essa abrangência estende-se a participação de artistas que propõe novas terminologias para essa linguagem, como Nathalie Fari que utiliza o termo Obra Viva, o grupo Zaratruta que utiliza o termo Performancia e nós responsáveis pelo projeto que utilizamos o termo Ações Performáticas.

As estruturas dos encontros são pensadas a partir das propostas dos artistas e não existe uma forma pré-definida para a realização dos mesmos. Isso porque levamos em consideração as diferentes necessidades dos participantes, sendo que definir o espaço de uma galeria ou um tempo determinado para a realização de uma ação muitas vezes impossibilita o seu desenvolvimento.

Encontrar uma estrutura que atenda as necessidades do artista e que garanta a inclusão de seu trabalho em um evento ou revista é um dos grandes desafios do projeto.

Foram realizados até o presente momento 3 encontros.

 

[In.CoRpo.Ro] ações performáticas

O “[In.CoRpo.Ro] ações performáticas” foi realizado no dia 29 de março de 2004 na Galeria do Instituto de Artes da UNESP, localizada na Rua Moreira e Costa, 361 – Ipiranga, às 19h00.

O evento organizado por Monica Rizzolli contou com a presença dos artistas e grupos: Diogo de Moraes, Monica Rizzolli, Nathalie Fari, Priscilla Davanzo, Saulo di Tarso, Gupo EmpreZa e Grupo Zaratruta.

 

[In.CoRpo.Ro] ações coletivas

O [In.CoRpo.Ro] – ações coletivas, foi realizado durante a Mostra Artística  do Fórum Mundial Cultural, no dia 29 de junho de 2004, no trajeto entre o SESC Santo Amaro e o SESC Vila Mariana, dentro do Projeto REVERBERAÇÕES que reuniu vários artistas integrantes da rede CORO.

O [In.CoRpo.Ro] – ações coletivas reuniu as artistas Anabela Santos, Monica Rizzolli e Stella Ramos.

 

[In.CoRpo.Ro] ações performáticas – vol. 02

O [In.CoRpo.Ro]  ações performáticas – vol. 02 foi realizado na Galeria de Artes do Instituto da UNESP, nos dias 01 e 02 de abril de 2005. Com organização de Monica Rizzolli e Priscilla Davanzo, com a participação dos artistas: Paula Darriba, Meire Lima, Flávia Vivacqua, Coletivo mm não é confete e Coletivo Transição Listrada. Foram canceladas as participações de Erik Thurm e Sandra Terumi.

 

 

 

Revista [In.CoRpo.Ro]

A Revista [In.CoRpo.Ro] publicará artigos acadêmicos, monografias e artigos livres. Os textos deverão incluir-se em uma das categorias abaixo:

  1. Performance no Brasil;
  2. A linguagem da Performance;
  3. A performance antropológica;
  4. Genética e transformação corporal;
  5. A teleperformance;
  6. Outros temas que se enquadrem nas propostas do [In.CoRpo.Ro].

Serão publicados 18 artigos integralmente e um Mapeamento. Nesse mapeamento constará o título e autor de todos os artigos enviados mais um link para download do arquivo em PDF.

Todos os originais recebidos serão submetidos à apreciação do Conselho Editorial da Revista, que decidirá sobre sua publicação. A Revista não remunera os autores.

A revista será publicada no site do projeto “CORO Coletivos em Rede e Ocupadores” em www.corocoletivo.org, com previsão para fevereiro de 2007.

 

Os textos devem ser enviados para os endereços:

Monica Rizzolli: monica_rizzolli@yahoo.com.br

Priscilla Davanzo: livmoder_pri@yahoo.se

 

Regras para envio:

1)Os artigos devem ser acompanhados de um resumo de, no máximo, 10 linhas.

2)Agradecimentos serão incluídos como notas de rodapé e não devem exceder 300 caracteres (com espaços). 

3)Os artigos devem vir acompanhados de informações sobre o autor: instituição à qual está vinculado, agência financiadora (no caso de programas de iniciação científica), carreira e ano que está cursando.

4)As referências bibliográficas acompanhando os artigos devem ser identificadas por autor e data, entre parênteses, no transcorrer do texto. No fim do artigo deve constar a referência bibliográfica completa. Se, por exemplo, for citada no texto a obra Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, escrever: (Holanda, 1936, pp.73-75). Ao fim do texto deve aparecer:

HOLANDA, Sérgio Buarque de (1936) Raízes do Brasil, São Paulo, 5ª edição, Global Editora, 1969. Primeira edição, 1936.

A data escolhida para referência pode ser a data da edição utilizada ou, de preferência, a da edição original, de forma a deixar clara a época em que a obra foi produzida. No caso, deve-se incluir ambas as datas, a da edição utilizada e a da edição original. O nome de jornais e revistas deve aparecer sempre em itálico e o nome dos artigos entre aspas. Os artigos devem ser identificados pelo volume, número, e data do jornal ou revista. Por exemplo:

Revista Controversa, “O Capital Privado e o Financiamento do Metrô”, Luís Marcello Gallo, vol. 4, nº15, agosto/setembro de 1998.

5) Todos os autores deverão preencher ficha de inscrição em anexo. O conteúdo dessa inscrição não será divulgado e será utilizado somente pelo Conselho Editorial da Revista.

6) Os autores deverão enviar a Autorização para fins de Direitos Autorais. Modelo em Anexo. A autorização deve ser enviada no corpo do e-mail com assinatura eletrônica, contendo CIC, RG e endereço do autor.

7)    Os artigos deverão ser enviados nos formatos Word ou Adobe Acrobat PDF até o dia 31 de dezembro de 2006.

 

Ficha de Inscrição

A ficha de inscrição deve ser enviada em anexo, no formato Word (doc).

 

Número de entrada:

DADOS PESSOAIS

Nome:

Nome em citações bibliográficas:

Sexo:

ENDEREÇO

Rua:

Número:

Complemento:

Bairro:

Cidade:

Estado:

País:

CEP:

Telefone:

Fax:

E-mail:

Home Page:

Formação acadêmica / Titulação

Ano:

Local:

ATUAÇÂO PROFISSIONAL

Local:

Ano:

Atividade:

LINHAS DE PESQUISA

EX.: 1. Artes Visuais

PRODUÇÂO BIBLIOGRÁFICA

Ex.:

Capítulos de livros publicados

1. SOGABE, M. T. . Arte e Tecnologia. In: Lúcia Leão. (Org.). Derivas: cartografias do ciberespaço. 1 ed. São Paulo: Annablume, SENAC, 2004, v. 1, p. 127-135.

 

2. SOGABE, M. T. . Processo criativo em arte-tecnologia. In: Maria Beatriz Medeiros. (Org.). Arte em pesquisa: especificidades. 1 ed. Brasília: pós-graduação em Arte da UnB, 2004, v. 2, p. 328-334.

 

Textos em Jornais de notícias/revistas

 

1. SOGABE, M. T. . O Futuro em 3 Dimensões . IRIS Foto, São Paulo, v. 462, p. 23 – 25, 01 abr. 1993.

DADOS COMPLEMENTARES

 

Observações: A produção bibliográfica deve estar citada de acordo com as normas da ABNT.

Tipos de Produção Bibliográfica: Artigos publicados, Livros e capítulos, Trabalhos em eventos, Texto em jornal ou revista, Outras produções bibliográficas.

 

 

AUTORIZAÇÃO PARA FINS DE DIREITOS AUTORAIS

 

 

 

 

 

Autorizo à Monica Rizzolli Gomes e Priscilla Davanzo a publicação do artigo _______________________________________________________________de minha autoria na Revista [In.CoRpo.Ro], bem como a sua disponibilização na internet no site do “Coro Coletivos em Rede e Ocupadores”.

 

 

Cidade, dia de mês de 2006.

 

Assinatura Eletrônica

O Bilhete

Thursday, November 2nd, 2006

 

“O Bilhete”

Ficção – Curta metragem (15’) – 2006

 

 

         Ana trabalha com seu pai entregando pães de madrugada.

         A menina se apaixona por um rapaz que trabalha em uma cerâmica artesanal.

         A única forma de comunicação entre os dois jovens é o serviço de alto-falantes da cidade, que entre uma música e outra, lê os recados enviados pela população.

         Baseado em fatos reais.

        

***

O Bilhete

 

Roteiro e Direção

Letícia Tonon

 

Elenco

Thais Franceschini Fiório……….Menina

Adriano Ricci……….Menino

Antonio Carlos Curtulo……….Pai da Menina

 

Serviço de Alto Falante “A Voz de Santa Gertrudes”

Seu Roque Arthur

Dona Tina de C. Arthur

Seu Olívio Milani

 

PRODUTORA

TV Cidade Livre

 

Câmera: Jesus Fernando Sallasa

 

Assistente de Câmera: Ricardo Soares (Arroiz)

 

Som: Eber Francisco Novo

 

Assistente de Direção e Edição

João Paulo Miranda Maria

 

Produção

Luci Helena Lahr

 

Assistente de Produção

Alessandra Henrique

Lázaro N. Barroso Maciel

Rodolfo de Oliveira

Valdemar de Oliveira Góes Júnior

Luciana Almeida

 

Trilha Sonora

“Dentes de Leão”

 Rodolfo de Oliveira

 

Cabelo e Maquiagem

Erick Rodrigues

 

Design

Design Cerâmico: Adriano Ricci

Lambe Lambe: Regina Carmona

 

 

Poesia: Sandra Baldessin

 

Oficina com atores:

Andréia Inforzato

Aline Domingos

 

Motoristas:

Weberson Comper Sigesmundo

Francisco Vicente da Silva

 

Agradecimentos Especiais:

 

ASPACER – João Oscar Bergstron

 Villa Grés  - Linearte – João Buschinelli

Grupo Santa Gertrudes Pisos e Revestimentos Cerâmicos

Luis Carlos Paraluppi

 

Apoio Cultural:

 

Hotel Cretta

WW PAR – Ind. e Comércio de Parafusos Ltda

ISOTERM Embalagens

Fermar Pisos

Restaurante La Pepa

Daguia Restaurante – Zeca Demarchi

Miro’s Lanchonete Restaurante

DEK  Restaurante

Brechó Caboré

Padaria Ideal

Padaria Modelo

Padaria e Mercearia Moreira

J. R. Ceregato & Cia Ltda ME

Banda Argus

Sônia e Tatiane Cardoso

Supermercado “O Bernardi & Irmão”

Ênfase

William de Souza Góes

Central Sul Transportadora

 

Secretária de Cultura – Sra. Claudete Helena Carli

Diretor de Transporte – Sr. Dorival Carlevaro

Chefe da Guarda Municipal – Sr. Leonardo Ap. Sorge

Prefeitura Municipal de Santa Gertrudes

Prefeito Valtimir Ribeirão

 

EE Pedro Raphael da Rocha

 

 

 

Agradecimentos

 

Cerâmica Pajé

Celva Produtos Cerâmicos

Cerâmica Guarani

Serviço de Alto Falante “A Voz de Santa Gertrudes”

Seu Roque Arthur

Olívio Milani

Salão California

Célia Dezote

Dona Lazara Ramos

Lar dos Velhinhos de Santa Gertrudes

Claudelino Tavares

Assunta Bocato de Souza

Dora Madeira

Alzira Rocha Carandina

Dona Lila Rocha

Seu Miguel Neves

Daniela C. Sousa

Escritório Nova Acessória

Alexandre Rennar

Ana Fernades de Oliveira

Alda Habermann Lahr

Yvone Habermann Schineider

Neusa Crivelari Fasses

Jacira M. Volpato

Antonio Ferro

 

 

 

Este vídeo é resultado do projeto Revelando os Brasis, que tem o objetivo de promover processos de inclusão/formação audiovisuais em municípios brasileiros de até 20 mil habitantes.

Cinema Manual

Thursday, November 2nd, 2006

Espetaculo de Nadam Guerra

O que se disse…
“Manobras maneiras entre sombra e luz! Lá onde a imagem principia Nadam manda. Muito bem !”
Chacal, poeta

“A idéia formada pela luz e sua ausência, como a estrutura oriental dos teatros de sombra, transposta para a grandiosidade do cinema numa linguagem sonora e visualmente contemporânea.”
Luiz Alphonsus, artista plástico

“Dança de luz, dança de imagem, dança de música, dança de efeitos, dança de teatro. Tudo separado e, ao mesmo tempo, unificado. (…) não é mais um corpo que dança, mas um todo que dança”
Juliana Chrispim (Jornal do Brasil, 9/11/0 3- dança /crítica)

“Imagine uma mistura de dança, fotografia, cinema, teatro de animação, pintura e escultura em um só trabalho. Parece demais, não? Mas é o que faz o artista plástico Nadam Guerra em sua mostra Cinema Manual (…)” Bianca Kleinpaul (O Globo on Line, 11/04/03)

“Reinventou minha retina!” Thiago Fernades, artista visual

“Disformes formas formatam-se na fôrma da tela. A escultura de luz irrompe da escuridão e a música é invisível luz ressoando no inconsciente. “Nomear um objeto é suprimir três quartas partes do prazer de adivinhá-lo.” ? Malarmé ? e este Cinema Manual, teatro de iluminadas sombras, é a experiência simbolista visual. Cada imagem caminha em sua própria linha limítrofe de existência. Cada objeto sobrevive violentado, na iminência do indefinível. E as evoluções sonoras, visuais, sensoriais, são como aliterações que tomam conta do espaço gravando na retina absurda história que tem como regente não mais quem manipula as luzes mas sim quem é atingido por elas. História que não mais acontece na tela mas que transforma cada olho em sua própria tela flutuante, dançante íris fulminada, fulminante, cinemática.”
Domingos Guimaraens, performer

 

O Cinema Manual

Cinema Manual é o nome dado a uma série de trabalhos que venho realizando em performance, instalação, objeto, fotografia e vídeo. O foco principal tem sido as apresentações ao vivo (performances). A partir delas obtenho a série de fotografias e vídeos. Utilizando a mesma pesquisa construí instalações e objetos. O Cinema Autônomo e o Cinema Ambulante foram os primeiros experimentos neste sentido. Há também o VJ Manual.
Utilizando e recriando tecnologias óticas ao lado de técnicas milenares de Teatro de Sombra, as performances são compostas pelo método que chamo de Dramaturgia Sensorial. Imagens e sensações justapostas criando uma narrativa não linear, porém envolvente. Espaços imaginários, novas formas de olhar o mundo. Muitas interpretações são possíveis.
A seguir descrevo um pouco das pesquisas acumuladas em cada uma das obras do Cinema Manual.


Ficha técnica (Longa Metragem)
Criação, imagem e performance: Nadam Guerra
Dança: Jaya Pravaz
Músicas: Luiz Eduardo Castelões, Daniel Quaranta e Pedro Luís
Tema final: Luciana Colo e Nadam Guerra
Direção musical: Luiz Eduardo Castelões
Registro fotográfico: Débora 70
Produção: Grupo UM

Ficha técnica (peças curtas)
Criação, imagem e performance: Nadam Guerra
Músicas: Luiz Eduardo Castelões, Daniel Quaranta, Pedro Luís
Registro fotográfico: Débora 70


Necessidades técnicas:
1. Local com escuridão total
2. Tomada 110v

 


Nadam Guerra nasceu 1977 no Rio de Janeiro. Constrói obra multidisciplinar unindo as artes visuais à dança, teatro, vídeo, poesia, pois acredita que todas as artes são uma só.
Em 2001, apresenta sua primeira performance solo Complexiótica Hermética que é acompanhada da edição de um livro e de exposição com Marco Veloso, Michel Groisman, Franklin Cassaro, Marilá Dardot, Alex Laurentino e Keller Duarte.

Em 2002, inicia o projeto Cinema Manual onde pesquisa sombras de pessoas e coisas criando performances solos e em duo e um espetáculo em parceria com Jaya Pravaz, além de vídeos, exposições de fotografia e do evento Cinema Manual Convida no Espaço Sesc.

Apresentou obras entre outros em: Posição 2004 – Parque Lage; Interferências Urbanas de Santa Teresa; Panorama Rioarte de Dança; Fórum Cultural Mundial – Sesc Vila Mariana (SP); Simpósio Arte e Ciência – FioCruz; Teatro Municipal de Niterói; Cep 20.000 – Teatro Sérgio Porto; Cinemateca do MAM; Cine Art Uff – AnimaNit; Exposição Performance Latino-americana – Universidade Estácio de Sá; Nova Dramaturgia Brasileira – Teatro Carlos Gomes; Porto Alegre em Cena (RS).

Em 2005, apresentou-se no exterior: no México, representando o Brasil nas Jornadas de Performance Latino Americanas no Ex-Teresa Arte Atual (México DF); na França, onde participou de residência com o Coletivo Multimídia 102 em Grenoble, da exposição e seminário Coletivações na Universite Paris 8; e também apresentou performances no Uruguay e na Argentina. Realizou as Exposições individuais Humanogravados, no Instituto Cultural Arte Clara (2005) e Cinema Manual, no Espaço Cultural ESPM (2003).

Em 2006, apresenta a instalação Camadas de Universo em parceria com Domingos Guimaraens no Palácio Gustavo Capanema dentro do PrêmioProjéteis da FUNARTE.

Comunidade, Ativismo e a Cena Downtown

Thursday, November 2nd, 2006

Comunidade, Ativismo e a Cena Downtown – um documentário independente sobre a cena experimental de Nova York.
Direção de Cristiane Bouger

Sinopse:
Comunidade, Ativismo e a Cena Downtown é um documentário independente sobre a cena experimental de Nova York. Gravado em 2004, este trabalho representa não apenas uma atualização de fontes, mas um registro do momento político que a cidade vivia no período que antecedia as eleições que reelegeriam o presidente George W. Bush.
Artistas que movimentaram a lendária década de 60 como Ellen Stewart (La Mama) e The Living Theatre, além de Jennifer Monson, Lynn Book, Tere O’Connor, Charles Dennis e Guerrilla Girls, entre outros, apresentam depoimentos sobre as transformações sociais, políticas, culturais e estéticas que a arte, o papel da comunidade, o ativismo feminista, o ativismo político, a AIDS, o punk rock e a economia trouxeram para a cena artística experimental.
Com concepção, direção e fotografia de Cristiane Bouger, este projeto foi realizado como uma forma de compartilhar com sua comunidade artística no Brasil, um olhar intimista sobre a comunidade artística de NY. Questões existenciais, econômicas, sociais e estéticas que revelam uma cena, mas não estão restritas a ela, são aqui compartilhadas, possibilitando através de um recorte geopolítico específico, uma reflexão sobre o papel do artista na sociedade capitalista contemporânea.
 
 

 

 

 

Com: Anja Hitzenberger, Charles Dennis (P.S. 122), Dean Moss, Edward Ratliff, Ellen Stewart (La MaMa Experimental Theatre Club) + Ozzie Rodriguez, Guerrilla Girls, Guerrilla Girls On Tour, Jennifer Monson, Joel Bassin (The Wooster Group), Lauren Saffa (Women Center Stage/The Culture Project), Lynn Book (Voicelab), Margarita Guergue, Martha Bowers (Dance Theatre Etcetera), Rosane Chamecki (ChameckiLerner), Tere O’Connor (Tere O’Connor Dance), Wendy Tremayne + Marina Potok + Dawn Ladd. Participação Especial: The Living Theatre. E ainda: Christina Campanella, Lavinia Co-Op, Sharon Jane Smith e Uncle Jimmy’s Dirty Basement.

Roteiro, Direção e Fotografia: Cristiane Bouger
Edição e Videografismo: Magno Borgo
Assistência de Edição: Luan Voigt
Consultoria em Fotografia: Tiago Martins Borges
Assistência de Fotografia: Roger Regner
Trilha Sonora Original: Wandula
Tradução: Margarida Gandara Rauen (Margie)
Arte: Roger Regner
Assessoria de Imprensa: Gustavo Bitencourt
Web Design: Anderson Maschio

Apoio: Elide Soares (NY), epa! expansão pública do artista, fictilia.org , Couve-flor – minicomunidade artística mundial, Gráfica Nossa Senhora do Rocio.
 

 

***

DOCUMENTÁRIO SOBRE A VANGUARDA
NOVA-IORQUINA TEM ESTRÉIA MUNDIAL EM CURITIBA
 

(por Gustavo Bitencourt)


Década de 1960. Em todo o mundo explodem manifestações artísticas de vanguarda – a Pop -art instituída por Andy Warhol e a interdisciplinaridade transcontinental do grupo Fluxus (que pudemos ver recentemente em exposição no Museu Oscar Niemeyer). Em Nova York, o Greenwich Village, berço da comunidade artística da cidade, borbulha de idéias, exposições, espetáculos, ações de rua. É o nascimento da dança pós-moderna americana, do movimento off-off-Broadway, da música minimalista.

 

Em Comunidade, Ativismo e a Cena Downtown – um documentário independente sobre a cena experimental de Nova York, longa-metragem realizado e dirigido por Cristiane Bouger, há um resgate dessa cena nova-iorquina e também os contrastes e alterações que ela vem sofrendo a cada década. O documentário foi em sua maior parte gravado em Nova York, e a edição e finalização foram feitas em Curitiba de forma independente. O objetivo era compartilhar esse registro histórico com a comunidade artística local.

Porém o público que não está familiarizado com esses nomes não precisa ter medo. “Apesar de ter sido pensado com uma finalidade específica, assistir ao filme não depende de nenhum conhecimento prévio”, afirma a diretora. “Ele traz uma série de referências e uma grande quantidade de informações, e todos podem sair entendendo um pouco mais sobre a cena experimental de Nova York.”

Além de entrevistas, performances e ensaios de artistas como Margarita Guergue, Tere O’Connor, Guerrilla Girls, Anja Hitzenberger, Joel Bassin (The Wooster Group), Ellen Stewart (La MaMa), o filme traz ainda registros de situações recentes, como a grande marcha contra o Partido Republicano e George W. Bush, que ocorreu meses antes das eleições que dariam a ele o novo mandato presidencial.

Essas imagens servem como um contraponto entre o cenário político atual e o da época. Isso porque, segundo Cristiane, “toda aquela cena estava de certa forma ligada a um contexto geopolítico específico, e existia ali um senso de comunidade e ativismo conectado a fatores históricos significativos da época, como a Era Kennedy, a Guerra do Vietnã, o início dos movimentos étnicos e feministas e a militância gay”.

Essa noção de comunidade se estendeu à produção do filme, que só pôde ser realizado com a colaboração tanto dos artistas que deram depoimentos e cederam suas imagens, como dos integrantes da equipe técnica e produção, contando, por exemplo, com a arte gráfica criada por Roger Regner, edição de Magno Borgo, tradução de Margarida Rauen (Margie) e trilha sonora composta pela banda Wandula.

A artista – que foi bolsista da Casa Hoffmann em 2003 e que hoje integra os coletivos Couve-flor e e/ou em Curitiba – na época das filmagens participava de uma residência no The Kitchen (NY), e captou em torno de 25 horas de material bruto usando apenas uma câmera de mão. Por conta disso, houve uma preocupação ainda maior com a qualidade da montagem e finalização, para que todos os envolvidos no projeto pudessem ficar satisfeitos com o trabalho realizado. Após a estréia, que acontecerá no Cine Luz, em Curitiba, Cristiane pretende fazer ainda uma nova exibição em Nova York, ainda este ano. Instituições nacionais e internacionais deverão receber cópias do DVD a médio prazo.