Cinema Manual
Thursday, November 2nd, 2006Espetaculo de Nadam Guerra
O que se disse…
“Manobras maneiras entre sombra e luz! Lá onde a imagem principia Nadam manda. Muito bem !”
Chacal, poeta
“A idéia formada pela luz e sua ausência, como a estrutura oriental dos teatros de sombra, transposta para a grandiosidade do cinema numa linguagem sonora e visualmente contemporânea.”
Luiz Alphonsus, artista plástico
“Dança de luz, dança de imagem, dança de música, dança de efeitos, dança de teatro. Tudo separado e, ao mesmo tempo, unificado. (…) não é mais um corpo que dança, mas um todo que dança”
Juliana Chrispim (Jornal do Brasil, 9/11/0 3- dança /crítica)
“Imagine uma mistura de dança, fotografia, cinema, teatro de animação, pintura e escultura em um só trabalho. Parece demais, não? Mas é o que faz o artista plástico Nadam Guerra em sua mostra Cinema Manual (…)” Bianca Kleinpaul (O Globo on Line, 11/04/03)
“Reinventou minha retina!” Thiago Fernades, artista visual
“Disformes formas formatam-se na fôrma da tela. A escultura de luz irrompe da escuridão e a música é invisível luz ressoando no inconsciente. “Nomear um objeto é suprimir três quartas partes do prazer de adivinhá-lo.” ? Malarmé ? e este Cinema Manual, teatro de iluminadas sombras, é a experiência simbolista visual. Cada imagem caminha em sua própria linha limítrofe de existência. Cada objeto sobrevive violentado, na iminência do indefinível. E as evoluções sonoras, visuais, sensoriais, são como aliterações que tomam conta do espaço gravando na retina absurda história que tem como regente não mais quem manipula as luzes mas sim quem é atingido por elas. História que não mais acontece na tela mas que transforma cada olho em sua própria tela flutuante, dançante íris fulminada, fulminante, cinemática.”
Domingos Guimaraens, performer
O Cinema Manual
Cinema Manual é o nome dado a uma série de trabalhos que venho realizando em performance, instalação, objeto, fotografia e vídeo. O foco principal tem sido as apresentações ao vivo (performances). A partir delas obtenho a série de fotografias e vídeos. Utilizando a mesma pesquisa construí instalações e objetos. O Cinema Autônomo e o Cinema Ambulante foram os primeiros experimentos neste sentido. Há também o VJ Manual.
Utilizando e recriando tecnologias óticas ao lado de técnicas milenares de Teatro de Sombra, as performances são compostas pelo método que chamo de Dramaturgia Sensorial. Imagens e sensações justapostas criando uma narrativa não linear, porém envolvente. Espaços imaginários, novas formas de olhar o mundo. Muitas interpretações são possíveis.
A seguir descrevo um pouco das pesquisas acumuladas em cada uma das obras do Cinema Manual.
Ficha técnica (Longa Metragem)
Criação, imagem e performance: Nadam Guerra
Dança: Jaya Pravaz
Músicas: Luiz Eduardo Castelões, Daniel Quaranta e Pedro Luís
Tema final: Luciana Colo e Nadam Guerra
Direção musical: Luiz Eduardo Castelões
Registro fotográfico: Débora 70
Produção: Grupo UM
Ficha técnica (peças curtas)
Criação, imagem e performance: Nadam Guerra
Músicas: Luiz Eduardo Castelões, Daniel Quaranta, Pedro Luís
Registro fotográfico: Débora 70
Necessidades técnicas:
1. Local com escuridão total
2. Tomada 110v
Nadam Guerra nasceu 1977 no Rio de Janeiro. Constrói obra multidisciplinar unindo as artes visuais à dança, teatro, vídeo, poesia, pois acredita que todas as artes são uma só.
Em 2001, apresenta sua primeira performance solo Complexiótica Hermética que é acompanhada da edição de um livro e de exposição com Marco Veloso, Michel Groisman, Franklin Cassaro, Marilá Dardot, Alex Laurentino e Keller Duarte.
Em 2002, inicia o projeto Cinema Manual onde pesquisa sombras de pessoas e coisas criando performances solos e em duo e um espetáculo em parceria com Jaya Pravaz, além de vídeos, exposições de fotografia e do evento Cinema Manual Convida no Espaço Sesc.
Apresentou obras entre outros em: Posição 2004 – Parque Lage; Interferências Urbanas de Santa Teresa; Panorama Rioarte de Dança; Fórum Cultural Mundial – Sesc Vila Mariana (SP); Simpósio Arte e Ciência – FioCruz; Teatro Municipal de Niterói; Cep 20.000 – Teatro Sérgio Porto; Cinemateca do MAM; Cine Art Uff – AnimaNit; Exposição Performance Latino-americana – Universidade Estácio de Sá; Nova Dramaturgia Brasileira – Teatro Carlos Gomes; Porto Alegre em Cena (RS).
Em 2005, apresentou-se no exterior: no México, representando o Brasil nas Jornadas de Performance Latino Americanas no Ex-Teresa Arte Atual (México DF); na França, onde participou de residência com o Coletivo Multimídia 102 em Grenoble, da exposição e seminário Coletivações na Universite Paris 8; e também apresentou performances no Uruguay e na Argentina. Realizou as Exposições individuais Humanogravados, no Instituto Cultural Arte Clara (2005) e Cinema Manual, no Espaço Cultural ESPM (2003).
Em 2006, apresenta a instalação Camadas de Universo em parceria com Domingos Guimaraens no Palácio Gustavo Capanema dentro do PrêmioProjéteis da FUNARTE.

