Circuitos em Vídeo
Thursday, November 2nd, 2006Curadoria: Goto Newtown. Realização: epa!
no Reverberações, em São Paulo-SP, 02/11/2006.
no Ritmos da Urgência, em Londrina-PR, 20/11/2006.
A Revolução Não Será Televisionada: Liberte-se, São Paulo, 2004
A mostra circuitos em vídeo (1) agrega registros de ações de importantes circuitos artísticos autodependentes, convergindo para uma reflexão e visibilidade sobre o recente e intenso fenômeno cultural compreendido habitualmente como curadorias e programações independentes, espaços alternativos, coletivos de artistas, intervenções urbanas, arte de ativismo cultural e propostas envolvendo participação criativa.
Ainda que o ideário dessas proposições tenha antecedentes que remontam às vanguardas históricas do século XX, a exemplo do Dadaísmo, ou mesmo ao experimentalismo mais radical empreendido a partir dos anos 60, como o Grupo Fluxus, é fato que, dentro do sistema das artes, a partir de meados dos anos 90, iniciou-se uma retomada de interlocução da arte com a sociedade num processo mais direto (discurso e prática), conduzido por artistas mesmo, diálogo esse menos exclusivamente mediado por parâmetros institucionais. O acontecimento é perceptível mundialmente, com muitas e distintas ramificações também na América Latina e Brasil.
A circuitos em vídeo insere-se nesse ambiente relacional e considera a si mesmo como um gesto de afirmação da heterogeneidade, resistência cultural e postura crítica (2). A programação exibe produções de arte contemporânea, em sua maioria de origem brasileira e derivada das artes visuais.
O termo autodependente é inspirado na fala do cineasta Werner Herzog, que o utiliza para reconceituar a expressão cinema independente, considerada por ele como inapropriada (3). Isto porque o processo de produção artística em questão é também um produto interdependente de diversos agentes produtivos e mecanismos econômicos. Sendo assim, ele não é independente, como se não dependesse de nada. O diferencial da produção autodependente reside, pois, no fato dela ser um trabalho cuja realização vincula-se primordialmente à autonomia de seu próprio propositor, inclusive na articulação e gestão de parcerias.
Esse conceito serve também para outras áreas da produção artística e evidencia a questão da autogestão cultural, a capacidade de grupos de artistas estabelecerem suas próprias redes de diálogo e trocas culturais com a comunidade, incluindo aí alternativas de mecanismos para sua sustentabilidade econômica. A importância maior dessa autonomia afirma-se no desvencilhamento de parâmetros ditados pelo mercado global e Estado, na perspectiva de proposição de heterogeneidades culturais e na possibilidade de manifestação de conteúdos críticos mais radicais.
A circuitos em vídeo é dedicada ao visionário artista Bruno Lechowski, um dos precursores dos circuitos artísticos autogeridos no Brasil através de seu Cineton, uma tenda para exposições, desmontável e nômade. Com ela o artista viajou pela Europa em 1925, e veio ao Brasil, em 1926. O artista teve passagens por Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, onde passou a morar, até sua morte, tendo importante atuação na cena local (4).
Atualmente o acervo da coleção constitui-se de mais de 80 filmes de 37 circuitos, com trabalhos de mais de 170 artistas. A mostra está composta por 11 programas, com duração total de 16h45min: MÍDIAS TÁTICAS; LUGAR; CORPO; BASE COMUNITÁRIA; RICARDO BASBAUM & NBP; MAURÍCIO DIAS E WALTER RIEDWEG; ARQUIVO BRUSCKY; TORREÃO; CORPOS INFORMÁTICOS; CEIA – CENTRO DE EXPERIMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO DE ARTE: MIP – MANIFESTAÇÃO INTERNACIONAL DA PERFORMANCE; COMUNIDADE ATIVISMO E A CENA DOWNTOWN – UM DOCUMENTÁRIO INDEPENDENTE SOBRE A CENA EXPERIMENTAL DE NOVA YORK.
Entre artistas e circuitos, dela participam: Ronald Duarte (RJ); Alexandre Volgler (RJ); Grupo Rradial (RJ); Luís Andrade (RJ); Cuquinha (PE); Atrocidades Maravilhosas (RJ); InterluxArteLivre (PR); PhP (RJ); noninoninono (PE); Super Loja Show (RJ); A Revolução Não Será Televisionada (SP); Laranjas (RS); Rosana Ricalde e Felipe Barbosa (RJ); Grupo Urucum (AP); Goto (PR); Fundação do Museu do Poste (PR); Laura Miranda e Denise Bandeira (PR); Rubens Mano (SP); Giordani Maia (RJ); spmb (Eduardo Aquino e Karen Shanski – Brasil/Canadá); Grupo Entorno (DF); Ducha (RJ); Ricardo Basbaum (RJ); Acervo Casa Hoffmann (PR); Cristiane Bouger (PR); Grupo EmpreZa (GO); Rés do Chão (RJ); Marssares (RJ); Cabelo e Jarbas Lopes / Dado Amaral e Beto Valente (RJ); Wagner Malta Tavares (SP); Arte de Portas Abertas (RJ); Revelando olhares dos moradores da Ilha do Mel (PR); Martha Niklaus (RJ); Maurício Dias e Walter Riedweg / Fabiana Werneck e Marco Del Fiol / Videobrasil (Brasil/Suíça); Arquivo Bruscky (PE); Torreão (RS); GPCI – Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos (DF); CEIA – Centro de Experimentação e Informação de Arte (MG).
Super Loja Show, Rio de Janeiro, 2004
A circuitos em vídeo principiou como uma atividade de pesquisa e curadoria sobre a produção contemporânea em vídeo associada à autogestão em circuitos artísticos, focando trabalhos que pudessem traduzir o ideário e a prática de algumas dessas iniciativas. Mais do que unicamente registros, fato é que os próprios vídeos, além de complemento das obras ou das proposições, são também eles mesmos obras de arte, vídeo experimental. Isso é percebido através das diferentes singularidades de linguagem usadas na lida com o registro videográfico, desde a estratégia de filmagem empregada e subseqüente edição, até o uso de recursos textuais, sonoros ou visuais específicos sobre esse material. Em alguns casos até, o vídeo é, desde o início, a obra e o circuito, a exemplo dos trabalhos focados numa metacrítica à mídia televisiva.
Da primeira edição da mostra às circulações subseqüentes ela também tem sido espaço para a estréia de trabalhos, fato que agrega valor cultural à proposta inicial e adensa diversidade ao repertório curatorial. 11 títulos foram lançados na própria mostra circuitos em vídeo, tendo sua estréia e primeira exibição pública: Ação comum, de Rubens Mano; /aquilá/, do spmb (Eduardo Aquino e Karen Shanski); workshop com Willi Dorner, do acervo da Casa Hoffmann; Infração, de Marssares; Pipeiros dos Prazeres, de Goto; Fundação do Museu do Poste, de Octávio Camargo e outra coisa; Dia do Nada – 2005, Contorno, Almoço na Relva, Outros 500 e Desde, de Rubens Pileggi em parceria com outros artistas. A circuitos também estreou a coletânea com 14 vídeos do GPCI – Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos, de Brasília, compilação essa abrangendo 13 anos de produção de um dos pioneiros grupos de investigação da arte tecnológica no Brasil. Além disso, nela também ocorreu a primeira exibição no Brasil de Sensuality in (and) América, de Cristiane Bouger.
A circuitos no Reverberações é a 6ª edição da mostra, a qual estreou em Curitiba, em maio de 2005, no ACT; e circulou por Londrina, em outubro/2005 (numa parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná e Casa de Cultura da UEL); Rio de Janeiro, novembro/2005 (no Instituto de Artes da UERJ, dentro do projeto Ciclo de Vídeo-Arte – I Jornada de pensamentos sobre arte em vídeo do IART/UERJ); Maceió, dezembro/2005 (dentro da programação da 2ª edição do projeto Rede Nacional de Artes Visuais – FUNARTE, em parceria com a Secretaria Executiva de Cultura de Alagoas); Antonina-PR, julho/2006 (dentro da programação da 3ª edição do projeto Rede Nacional de Artes Visuais – FUNARTE, em parceria com o 16º Festival de Inverno da UFPR).
O material selecionado para a mostra é derivado de contatos e participação que empreendo com artistas desses circuitos há 6 anos, fruto também de afinidade artística, “ideológica” e, complementarmente, de pesquisa desenvolvida desde 2001 sobre circuitos artísticos autodependentes. O tema ainda convergiu para a dissertação de mestrado em Linguagens Visuais na EBA-UFRJ, intitulada Remix corpobras, defendida em 2004. A pesquisa e produção da mostra é fruto da epa! – expansão pública do artista, organismo artístico que gerencio.
A seleção e conversão de diversas mídias de vídeo para o formato digital, a partir do material enviado pelos artistas, e a subseqüente compilação dos programas; a publicação do informativo OBS: (o jornal da mostra circuitos em vídeo); e o encontro de coletivos de artistas em telepresença no Em carne & net – território online (conectando 6 circuitos artísticos de Curitiba com o spmb – Brasil/Canadá); enfim, todo o primeiro e fundamental trabalho de produção e realização da mostra não contou com nenhum apoio de instituições culturais tradicionais, apesar das tentativas de interlocução. A realização só foi viável com o apoio de diversos agentes independentes, os quais colaboraram com serviços, cessão de equipamentos e investimento econômico. Isso sem contar com a generosidade de todos, também dos artistas participantes, os quais enviaram seus materiais pelo correio, inclusive originais, e embarcaram no ideário da proposta. Desta forma, a circuitos em vídeo foi também gerada no melhor e clássico processo colaborativo, no agenciamento de uma rede de apoiadores “independentes”: epa!, ACT / ciclomultiárea, Adriana Alegria Designer Gráfico, Academia Internacional de Cinema de Curitiba, Robert Amorim, FAS, Rede Esperança, Café Mafalda, Restaurante Dom Max, James bar, Livrarias Curitiba, Diamante Transportes, Nena Inoue, Ieda Godoy, Ivan Vitali e Paulo Feitosa. As circulações posteriores da mostra são também derivadas de articulações autodependentes, desta feita, quase todas contando com importantes apoios institucionais.
Torreão: intervenção de Tula Anagnostopoulos – Small Size. Porto Alegre, 1998.
OBS: SOBRE VÍDEO EXPERIMENTAL E CIRCUITOS ARTÍSTICOS
São passados mais de 45 anos desde quando os “artistas manifestaram interesse pela tecnologia da TV enquanto recurso de produção de arte” (Walter Zanini). Vêm daí os primeiros experimentalismos com essa mídia realizados por Nam June PaiK e Wolf Vostel. E a partir de 65 o próprio Paink tornou-se um dos “primeiros clientes de um recém lançado equipamento portátil de vídeo….” (Walter Zanini). No Brasil a prática experimental dessa linguagem artística já tem mais de 30 anos, considerando como marco dessa trajetória o vídeo M 3X3, de 1973, da coreógrafa Analívia Cordeiro (Arlindo Machado). “Toda a primeira geração brasileira de criadores de vídeo era constituída de nomes em geral já consagrados no universo das artes plásticas ou em processo de consagração, como foram os casos de Antônio Dias, Anna Bella Geiger, José Roberto Aguilar, Ivens Machado, Letícia Parente, Sônia Andrade, Regina Silveira, Júlio Plaza, Paulo Herkenhoff, Regina Vater, Fernando Cocchiarale, Mary Dritschel, Ângelo de Aquino, Miriam Danowski, Paulo Bruscky e tantos outros” (Arlindo Machado).
Segundo o próprio Arlindo, a partir dessa geração de pioneiros, seguiram-se outras, a do vídeo independente, nos anos 80, do vídeo de criação, nos 90… Importantes reflexões foram organizadas sobre essas produções em mostras e/ou textos organizados por Walter Zanini (“Vídeo-arte: uma poética aberta”); Arlindo Machado (“A arte do vídeo no Brasil”, “Made in Brasil – Três Décadas do vídeo brasileiro”); Paula Terra e Glória Ferreira (“Situações: arte brasileira anos 70”); Glória Ferreira e Ligia Canongia (“ArteCinema”), Cristina Freire (“Arte conceitual e conceitualismos – anos 70 no acervo do MAC-USP”), entre outras iniciativas, como os festivais de vídeo, a exemplo do Videobrasil, e uma nova leva de mostras de filmes “independentes”, etc. Uma história e um presente em desdobramento… Dentro do amplo manancial de possibilidades poéticas existente na contemporaneidade, a circuitos em vídeo centra-se anteriormente, como já dito, num conceito de circuito artístico, a partir do qual o experimentalismo em vídeo é conseqüência, complemento, registro criativo. O vídeo como ferramenta sobre outro gesto: a intervenção urbana, o coletivo de artistas, as propostas de participação criativa, a autogestão cultural em arte. Isso tem a ver com os readymades de Duchamp; com os dada (mais especialmente ainda com a verve política dos dadaístas de Berlim); com o Cineton, de Lechowski; com o Grupo Fluxus (talvez o FluxFilm Anthology, organizado por George Maciunas, seja um dos antecedentes mais aproximados ao ideário da mostra circuitos em vídeo, ainda que esta seja basicamente o resultado de uma curadoria sobre obras já realizadas, enquanto o filme de Maciunas é uma proposta de participação criativa, um filme que se constitui na compilação de trechos produzidos por diferentes artistas e feitos especialmente para o projeto). Tem a ver com os happenings de Allan Kaprow; com as inserções em circuitos ideológicos, de Cildo Meireles; com as trocas culturais propostas por Paulo Bruscky e seu ARQUIVO BRUSCKY. Tem a ver com as idéias sobre política heterogênea de Alain Badiou, biopolítica produtiva de Toni Negri, micropolítica do afeto de Vera Silvia Magalhães… São circuitos heterogêneos em vídeo.
Goto, 27/10/2006.
NOTAS
(1) Este texto é derivado da apresentação da mostra circuitos em vídeo publicada no jornal OBS:, Curitiba: epa!, 2005.
(2) Uma introdução mais aprofundada ao assunto dos circuitos artísticos e da autogestão cultural nas artes visuais pode ser encontrada no texto sentidos (e circuitos) políticos da arte, também de minha autoria, publicado nos sites do coro (http://www.corocoletivo.org.br ) e do Rizoma (http://www.rizoma.net/interna.php?id=250&secao=artefato ) e também no primeiro número da revista Primeira Pessoa, editada em João pessoa. O material em breve também estará disponível em inglês na publicação do projeto Surface Tension (EUA).
(3) In: CAMARGO, Paulo, BRANDÃO, Carlos Augusto. Coração selvagem. Matéria e entrevista com Werner Herzog abordando seu recém-lançado filme Grizzly Man. Curitiba: Caderno G do Jornal Gazeta do Povo. 31 de janeiro de 2005.
(4) Importante pesquisa sobre a obra de Lechowski pode ser acessada In: VIANNA BAPTISTA, Christine. Bruno Lechowski, a arte como missão. Curitiba: Museu de Arte do Paraná, 1991.
Ricardo Basbaum: ME & YOU. Caerdeon (País de Gales) e Liverpool (Inglaterra), 1999.
PROGRAMAÇÃO
circuitos em vídeo em São Paulo e Londrina,
nos projetos Reverberações e Ritmos da Urgência. (total: aprox. 8h)
- Alexandre Vogler (RJ) – Olho grande (2003, 4’ 17”)
- Super Loja Show (RJ) – (2004, 18’ 55”) – Obras: Alexandre Vogler, Arjan Martins, Alexandre Przewodovizky, Adriano Melhem, Cláudio Pedro, Ed. Galaxi, Fernando de la Roque, Geraldo Marcolini, Guga Ferraz, Luis Andrade, Marco Rafael, Ronald Duarte, Rosivelt Pinheiro, Romano. A apresentação é de Lui Parente e Aurora Lázaro.
- A Revolução Não Será Televisionada (SP) – Liberte-se (2004, 21’ 41”)
- InterluxArteLivre (PR) (8’)
- Grupo Urucum (AP) – Desculpem o transtorno estamos em Obras (2002, 5’ 22”); Os Catadores
de orvalho esperando a felicidade chegar (2002, 5’ 04”)
- Rubens Mano (SP) – Ação comum (2003, 12’ 09”)
- spmb (Eduardo Aquino e Karen Shanski) (Brasil-Canadá) – /aquilá / (2005, 5’ 30”)
- Ronald Duarte (RJ) – Fogo Cruzado (2002, 4’ 38”)
- Cristiane Bouger (PR) – Sensuality in (and) America (2004, 14’ 45”); Red and a hundred 40/Vermelho 140 (2003, 4’ 17”)
- Rubens Pillegi (PR) – Dia do Nada 2005 (2005, 6’ 50’’); Almoço na Relva (2003, 5’ 48’’); Contorno (2003, 7’ 52’’)
- Wagner Malta Tavares (SP) – PARACILDO – para entortar com o corpo (7’ 10’’)
- Ricardo Basbaum (RJ) – Um registro de constatação de arte no projeto NBP de Ricardo Basbaum (1994, 13’ 40”); E: anotações sobre contatos com: re-projetando + sistema-cinema + superpronome (2003, 22’ 35”)
- Centro de Experimentação e Informação de Arte: Manifestação Internacional da Performance (MG) – (2003, 50’) – Workshop: Moniek Toebosch. Semana de Apresentações (artistas convidados): Wilson Avellar (As coisas tais quais elas são); Márcia X; Otobong Nikanga (Shif and wait); Renato Cohen (palestra); Yiftah Peled (Protection); Monali MeherI (Practising Nostalgia); Laura Lima (O passeador); Maria Angélica Melendi, Felipe Chaimovich, Marcos Hill, Moniek Toebosch (mesa-redonda); Monali Meher (Old Fashioned); Marta Neves (Não-idéia: dançamos sem música enquanto nada acontece); Graziela Kunsch (Preparando aula); Teresinha Soares (palestra); Marco Paulo Rolla (O Banquete); Gregg Smith (Notorius); Arahmaiani (Violence No More); Moniek Toebosch (palestra); Jill Magid (Kafka House); Paul Perry (palestra); Reza Afisina (Price). Espaço aberto: Ana Gastelois (Engrenagem); Cristina Ribas (Terreno baldio); Cinthia Marcelle (Na batalha de Maria); Fernando Ribeiro; Geraldo Loyola (Fura-Mundo); Grupo Gia (Projeto Caramujo); Grupo Tramóia (Behavior); Izabela Pucú (Genéricos); Paulo Nenflídio (Bicicleta Maracatu); Paola Rettore (Tomorrow); Wagner Rossi (Marias); Solange Pessoa (Desterros)
- Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos (DF) – (1h05’’) – Rodoviária (1996, 17’); Lavapés (1998, 7’); Scanner (2005, 2’ 57’’); Ctrl C _ ctrl C I (2005, 7’); Ctrl C _ ctrl C II (2005, 7’); Sintagmas (2005, 7’); .cílios (2005, 7’); Estar (2006, 10’).
- Arquivo Bruscky (PE) – (1h10’) – Registros ( 3’ 55’’); Olinda (2’ 17’’); Viagem (4’ 08’’); Paulo Bruscky, Bruxo (6’ 32’’); Refletcion (1982, 5’ 42’’); Composições no fio – Partituras Mutantes (3’ 04’’); Via Crucis (7’ 41’’); Poema (2’ 02’’); LMNUZX, Fogo! (1980, 0’ 12’’); Xeroperformance (1980, 0’ 41’’); Partituras Velozes (1982, 2’ 46’’); Estética do Camelô (1982, 5’ 51’’); Arte/Pare (1973, 3’ 09’’); Artexpocorponte (1973, 2’ 21’’); Poesia Viva (14/03/1977, dia nacional da poesia, 5’ 42’’); Arte Cemiterial e ProposiAções (1971, 4’ 13’’); Graffiti (1982, 3’ 24’’); Exercícios (Exposição) (1980, 5’ 38’’).
- Torreão (RS) (1h43’). Intervenções: Elida Tessler (Golpe de Asa, jun/jul/93); Dudi Maia Rosa (ago/set/93); Gaudêncio Fidelis (set/out/93); Elaine Tedesco (Passagem, jan/93); Marco Giannoti (mar/abril/1994); Téti Waldraff (Finitus ou invenção da paisagem por um instante, abr/maio/94); Kátia Prates (Espírito 7 – Escultura de fumaça, jun/jul/94); Karin Lambrecht (A torre e a cruz, set/94); Jailton Moreira (Venâncio Boogie-Woogie, out/nov/94); Hélio Fervenza (Secreções nº 2, mar/abril/95); Ângela Villar (Inferno, mai/jun/95); Gisela Waetge (Jun/jul/95); Marilice Corona (Paisagem monocular, set/out/95); Maria José do Santos (Torrear, out/nov/95); Marta Martins (nov/dez/95); Herbert Schein-Bender (Sobre arte ou coisas do gênero, mar/abr/96); Eliane Chiron (A cintura de Afrodite ou o despertar da noiva, maio/96); Teresa Poester (Mira-Rima, jun/jul/96); Mario Soro (Comida de cuervos, jul/ago/96); Fernando Lindote (Lambidas, ago/set/96); Giancarlo Lorenci (Virtudes da ausência, out/nov 96); Iolanda Gollo Mazzotti (Mai/jun/97); Mauro Fuke (jun/jul/97); Jorg Herold (Germany Sapata Sul, set/97); Jean Lancri (Atire D’Aile douze maniéres de donner de l’ei à une tour, set/97); Lia Menno Barreto (Kit afetivo, out/nov/97 ); Edith Derdyk (Rasuras, mar/abr/98); Daniel Acosta (Quem duvida do senso comum, mai/98); Tula Anagnostopoulos (Small size, jun/lul/98); Nazareno (Lugar da memória, jul/ago/98); Juracy Rosa (A neve, ago/set/98); Geraldo Orthof (Sobretudo transporte. Destino: Torreão, jan/mar/99); Maria Lúcia Cattani (Por volta do branco, mar/abr/99); Arthur Barrio (Experiência nº 16… ou…situação relacional (intemporal), mai/jun/99); Nick Rands (Esferas terrestres, jun/jul/99); Vera Chaves Barcellos (Os nadadores, ago/set/99); Jochem Dietrich (Torre dos relógios, out/99); Maria Helena Bernardes (Interferência, nov/dez/99); Jorge Menna Barreto (Groupe-em-fusion, abr/mai/00); Eduardo Frota (jun/jul/00); Patrício Farias (Para subir al cielo, jul/ago 00); Glaucis de Morais (Concreto, ago/set 00); Sofi Hèmon (Como proliferar a idéia original ao mesmo tempo que a reduzimos, set/out/00); Nury Gonzalez (Cuerpo hay ahí, out/nov/00); Mima Lunardi (Aurora – …desperta todas as coisas e vê sucederem-se as gerações, abr/01); Rolf Wicker (Rooms in residence, abr/01); Regina Silveira (Desaparência, jun/jul/01); Paulo Gomes (A procura do quê?, ago/set/01); André Severo (Paisagem inscrita, nov/dez/01); Waltércio Caldas (Frases sólidas, abr/mai/02); Axel Lieber (Beef anatômico, mai/jun/02); Mario Ramiro (Panos quentes, jun/jul/02); Raquel Stolf. (Ruídos do branco, jul/ago/02); Carla Zaccagnini (Belvedere, set/out/02); Paula Krause (out/nov/02); Rommulo Conceição (Número 5, mar/abr/03); Marcos Sari (Plano, mai/jun/03); Ricardo Basbaum (Re-projetando (porto alegre) jul/03); Bernhard Garbert (Small, ago/03); Isaura Pena (Set/03); Carlos Montes de Oca (La mujer del curador, out/03); Nydia Negromonte (Pulmo, mar/abr/04); Eva-Maria Wilde (mai/jun/04);
- Maurício Dias e Walter Riedweg / Fabiana Werneck e Marco Del Fiol / Videobrasil (Brasil-Suíca) – Mau Wal – Encontros Traduzidos (2002, 52’ 34”)


