Archive for the ‘2010’ Category

CELEBRAÇÃO de encerramento

Friday, July 2nd, 2010

Apresentaççoes audio-visuais e Sonoras

com os colaboradores convidados:

osro aka otavio savietto

filho de pai e mãe cineastas, artista de novas mídias, designer de interfaces e computação física com um background nas artes, estudou computer animation no canadá, e bacharelado em artes visuais em são paulo. Atualmente pesquisa artes interativas, arte generativa, estética relacional e processos colaborativos, principalmente sobre os temas: cultura livre, relação do homem contemporâneo com o espaço urbano público/privado, mediação da existência humana pelos objetos técnicos, redes telemáticas como meio, estética relacional delas resultante, abundância de dados contemporânea transposta para o campo poético na forma de visualização de dados, transmutação digital de sons e imagens e recombinação, fetiche tecnológico, corpo como lugar do consumo.

márcio black

é integrante do gpopai/USP, barulho.org e dada rádio. espaços-práticas-experimentações onde realiza pesquisas, cartografias e escuta de manifestações musicais contemporâneas, na maior parte de suas vertentes, buscando pontos de transfiguração e montagem de sons.

dada rádio

www.dadaradio.net

espaço no qual uma outra forma de produzir e distribuir cultura e experimentada, de maneiranão mediocrizada pelos agentes corporativos que transformam arte, música e conhecimento em mercadorias, que ditam valores, posturas, modas. espaço no qual se quer SOM aqui-ali e onde mais existir  mundo. tendo a consciência de que ainda restam, também, barreiras políticas a serem vencidas nessa direção. e por isso o investimento em conteúdo produzido, distribuído ou difundido livremente.

barulho.org

www.barulho.org

ajuntamento de pessoas tensionadas a promover a ocupação dos espaços públicos, bem como converter, mesmo que temporariamente, espaços privados em públicos através da arte, da música, da política, do livre exercício das idéias. enfim, converter pensamentos em realizações e apostar na espontaneidade do encontro.

Creditos Gerais!

Wednesday, June 30th, 2010

REALIZAÇÃO e DESIGN CULTURAL: NEXO CULTURAL Agencia de Design Cultural e Sustentabilidade [www.nexocultural.com.br].

CIRCULO DE COLABORADORES: Andre Mesquita; Abigail Nunes; Demetrio Portugal; EIA – Fabiana Mitsue, George Sander, Gisella Hiche [www.mapeia.blogspot.com]; Flavia Vivacqua; Leila Monsegur; Luciana Costa.

COLABORADORES CONVIDADOS: Barulho.org [www.myspace.com/barulhoorg]; Chico Linares; Claudia Washington; Dada Radio [www.dadaradio.net]; EPA ! – Newtown Goto [circuitoscompartilhados.org]; Gavin Adams; Henrique Parra; José Roberto Shwafaty; Lucio Araujo; Paulo Pedro Rocha [kynemasfluxuz.blogspot.com].

APOIO INSTITUCIONAL: Espaço MATILHA CULTURAL [matilhacultural.com.br]; Centro Cultural da Espanha em São Paulo/AECID [ww2.ccebrasil.org.br]; Conseil des arts et des lettres du Québec [www.calq.gouv.qc.ca]; Espaço SERRALHERIA [www.escapeserralheria.org].

REDES PARCEIRAS: CORO – Colaboradores em Rede e Organizações [www.corocoletivo.org e corocoletivo.ning.com]; RCAAQ – Rede dos Centros autogeridos de artistas do Quebec (Canadá) [www.rcaaq.org].

PERMUTA: Cantina PIOLIN [www.cantinaepizzariapiolin.com.br].

PALESTRANTES: Ana Tomé Díaz, atual Diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo / AECID; Gilbert Bastien idealizador e Diretor da RCAAQ – Rede dos Centros Autogeridos de Artistas do Quebec (Canadá); Grupo Gestor do programa METROPOLE; Coletivo Frente 3 de Fevereiro [www.frente3defevereiro.com.br].

AGRADECIMENTOS: Lorena Marcondes de Moura; Paula Garcia e todos do CCE/AECID que colaboraram; Nina Liesenberga e todos da Matilha Cultural que colaboraram; Lívia Martucci; Túlio Tavares; Iconoclasistas; Celita Rosas; e todos os amigos e colaboradores que nesses anos ajudaram a construir este espaço de experiência para a cultura colaborativa!

Agenda 2010

Monday, June 21st, 2010

FIQUE ATENTO e

PARTICIPE!

dia 07 de Julho-Quarta-feira

13h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

14h às 18h

Laboratório de Ação e de Bancada com Compartilhamento com arquivo de pesquisa de Ricardo Rosas e Publicações com distribuição gratuita.

Venha assistir o Jogo da Copa conosco!

19h

Mostra no Cinema: Kynemas Fluxuz Filmes de Pedro Paulo Rocha.

20h as 22h

Dinâmica Coletiva: “Mapa Ruptura e Transformação” com Facilitação de André Mesquita, Flavia Vivacqua e colaboradores.

Durante todo o período: Exposição do Acervo CORO (http://www.corocoletivo.org/ e http://corocoletivo.ning.com), organização de Flavia Vivacqua.

dia 08 de julho – quinta-feira

13h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

14h às 18h

Laboratório de Ação e Bancada de Compartilhamento.

19h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

20h as 22h

“Arte Redes, e Estratégias de Gestão Cultural”

Palestras e conversa com roda em: Ana Tomé atual Diretora do Centro Cultural da Espanha em São Paulo / AECID e Gilbert Bastien idealizadore que é e Diretor da RCAAQ - Rede dos Centros autogeridos de artistas do Quebec (Canadá).

Durante todo o período: Exposição do Acervo CORO (http://www.corocoletivo.org/ e http://corocoletivo.ning.com/), 0rganização de Flavia Vivacqua.

dia 09 de julho – sexta-feira

13h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

14h às 18h

Laboratório de Ação e Bancada de Compartilhamento

+ II Dinâmica Coletiva: “Mapa Ruptura e Transformação” com Facilitação de André Mesquita, Flavia Vivacqua e colaboradores.

19h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

Às 20h as 22h

“Design Cultural Internacional”

Palestras e conversa com roda em: Grupo Gestor do programa METROPOLE com mediação de Abigail Nunes (Intercâmbio Multicultural Metropole) e Coletivo Frente 3 de Fevereiro.

Durante todo o período: Exposição do Acervo CORO (http://www.corocoletivo.org/ e http://corocoletivo.ning.com), 0rganização de Flavia Vivacqua.

dia 10 de julho – Sábado

10h Às 15h

Ações, Performances e Intervenções Públicas, Resultado do Laboratorio de Ação.

14h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

15h

Final da Copa do Mundo, Venha Assistir conosco!

19h

Mostra no Cinema, do acervo circuitos compartilhados.

20h à 01h

Celebração de Encerramento + Apresentações Áudio Visuais e Sonoras, na SERRALHERIA!

Entrada R $ 5,00 + Bar!

Durante todo o período: Exposição do Acervo CORO (http://www.corocoletivo.org/ e http://corocoletivo.ning.com), organização de Flavia Vivacqua.

° ° °

SERVIÇO

REVERBERAÇÕES 2010, 4 ° Edição

O quê: Festival de Cultura colaborativa, com foco em arte, ativismo e Processos coletivos de Trabalho e criação.

QUANDO: de 07 a 10 de julho

Onde: Espaço Matilha CULTURAL
Rua Rego Freitas 524 – Republica – São Paulo

Realização: NEXO CULTURAL Agência de Design e Sustentabilidade Cultural

Informações e Inscrição: www.reverberacoes.com.br
Contato: reverberar.encontros@gmail.com

* nesta edição o trabalho humano da organização e convidados está sendo realizado de forma voluntária, com o apoio institucional infra-estrutural (espaços, materiais, equipamentos e transporte).

MOSTRA DE VIDEOS – Circuitos Compartilhados

Sunday, June 20th, 2010

Fruto de pesquisa iniciada em 2000, por Newtown Goto, Circuitos Compartilhados estreou como mostra de vídeo em 2005, em Curitiba, com o nome Circuitos em Vídeo. O acervo contém registros audiovisuais associados às práticas dos coletivos de artistas, arte de ativismo cultural, ações colaboracionistas em arte, espaços alternativos, intervenções urbanas, performances, etc, ou seja, diversos tipos de iniciativa onde o artista, além de ser o propositor da obra, é também o mediador do diálogo dela com o público, e ainda, o ativador de novas concepções de circuito artístico. A heterogeneidade de circuitos e suas autonomias de gestão, acontecimentos que instigam a coletânea, aparecem como fundamento também no subtítulo do projeto: “registros de ações artísticas em circuitos autodependentes”. Circuitos Compartilhados é dedicado aos artistas Bruno Lechowski e Paulo Bruscky, os quais, juntamente com Cildo Meireles e o grupo Fluxus, complementam seus pilares artístico-conceituais.

PROGRAMAÇÃO para o REVERBERAÇÕES 2010, no cinema da Matilha Cultural:

07 de julho – quarta-feira

13h

Série de Filmes Históricos e Documentais:

Cildo Meireles, por Wilson Coutinho. Rio de Janeiro/1979 – duração de 11′

Xeroperformance, por Paulo Bruscky. Recife-PE/1980 – duração de 0’41”

Art Show, por sergio Moura, Vanessa Santas e Goto. Curitiba/ 1978/2008 – duração de 25’47”

Memoria de um Rio, por Vera Chaves barcellos. Porto Alegre-RS/1980 – duração 5′

°°°

08 de julho – quinta-feira

13h

Política do Dissenso - compilação de videos documentarios sobre o encontro entre movimento de coletivos de arte e movimento por habitação no Centro da cidade de São Paulo. organizado por Nova Pasta.

19h

Série de Filmes Históricos e Documentais:

Cildo Meireles, por Wilson Coutinho. Rio de Janeiro/1979 – duração de 11′

Xeroperformance, por Paulo Bruscky. Recife-PE/1980 – duração de 0’41”

Art Show, por sergio Moura, Vanessa Santas e Goto. Curitiba/ 1978/2008 – duração de 25’47”

Memoria de um Rio, por Vera Chaves barcellos. Porto Alegre-RS/1980 – duração 5′

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09 de julho – sexta-feira

13h

Comunidade, Ativismo e a Cena Downtown (NY) - um documentario independente da cena experimental de Nova York, por Cristiane Bouger, Nova York -Curitiba/2006 – duração 1h04’16”.

19h

 Zumbi Somos Nós – cartografia do racismo para o jovem urbano”, do coletivo Frente 3 de Fevereiro/2004-2007/Brasil – duração de 45”.

10 de julho – sabado

14h

Zumbi Somos Nós – cartografia do racismo para o jovem urbano”, do coletivo Frente 3 de Fevereiro/2004-2007/Brasil – duração de 45”.

19h

MAU-WAL Encontros Traduzidos. Produção: Associação Vídeo Brasil. Direção: Fabiana Wernwck e Marco Del Fiol. Brasil 2002. – duração 52’41”

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CURADORIA

Newton Goto (Curitiba, 1970).

Artista, pesquisador, ativista cultural, curador e produtor. Mestre em Linguagens Visuais pela UFRJ, 2004.  Especialista em História da Arte no Século XX pela EMBAP, 2000. Bacharel em Pintura, EMBAP, 1993. Desde 1992 propõe e participa de ações e exposições artísticas individuais e coletivas. É co-fundador e membro do coletivo de artistas e-ou desde 2005. Entre as proposições artísticas os projetos Descartógrafos (desde 2008, junto ao coletivo de artistas e/ou), Desligare (2006/2007), Contatos (desde 2002), Asfalto estacionado (2002), Ocupação (1999/2000), Arte para Salão (1998/1999) e introPOP-OVERdozen (1995/2000). Nas áreas de pesquisa, curadoria e produção realizou, através da epa!, entidade que coordena, os projetos Circuitos Compartilhados (desde 2005), Galerias Subterrâneas (2008), a mostra de vídeo Vide o Vídeo (2002); e os encontros Carasgráficos (2002) e Uôrk-Xók (2001). Tem textos publicados em livros, jornais, revistas e sites de arte, no Brasil, EUA e Espanha. Websites: http://newtongoto.wordpress.com , http://e-ou.org , e  http://www.circuitoscompartilhados.org/wp

Flavia Vivacqua (São Paulo/1975).

Artista, Educadora e Designer Cultural e Sustentabilidade. Teve como primeira formação as Artes Cênicas onde especializou-se em Mascaras e Teatro de Rua. Formada em Licenciatura Plena em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, desde 1998 realiza em diversas cidades Brasileiras e no exterior e também, artigos, conferencias e cursos [http://flaviavivacqua.wordpress.com]. Articulou a rede CORO – Colaboradores em Rede e Organizações, ativa desde 2003: mapeamento – www.corocoletivo.org e rede social www.corocoletivo.ning.com. Como designer cultural, desde 2000 realiza festivais, intercâmbios e curadorias como ECO[Lógica] e recebendo diversos prêmios como “Cultura e Pensamento” para ‘REVERBERAÇÕES – Seminário Ritmos da Urgência’ ao discutir Economia da Cultura [www.reverberacoes.com.br]). Tornou-se consultora em Ecologia Social da Antroposofia pelo Programa Germinar/Instituto EcoSocial; em Designer de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Assentamentos Humanos Sustentáveis pelo programa Gaia Education, onde hoje é educadora; em PDC – Permacultura Design e Consultoria pelo Ecocentro IPEC; Funda e conduz a Agência de Designer Cultural e Sustentabilidade NEXO CULTURAL, para criação, consultoria, estratégia, gestão e facilitação de processos, projetos e programas sócio-culturais-ambientais [www.nexocultural.com.br].

Kynemas Fluxuz Filmes – por Pedro Paulo Rocha

Sunday, June 20th, 2010

 

Kynemas Fluxuz Filme
uma obra eletrônica in progress

 ” Bandos de Cyber-Guerrilheiros realizam ataques eletrônicos na fronteira entre cidades   e o  deserto virtual.  ( >Cyberyas, Afrykas, Faixas  de Gaza,  Favelas, Subterrâneos, Telas, InterZonas, Aqui!)

“Kynemas, Fluxuz Filmes” é uma uma obra eletrônica in progress em permanente criação e interface entre mídias e linguagens.
O material inicial do filme é disponibizado na rede como matriz/memória eletrônica para realização de ‘Programas in progress’ de re-criação colaborativa. Kynemas foi  criado  eletronicamente na montagem a partir de  derivas de filmagens pela cidade, samplers, poesia sonoras. Kynemas é repleto de imagens abstratas e urbanas, sons, e ruídos, canções e poesias sonoras, vozes, samplers, ensemble, filmagens em deriva pela cidade. Quem espera ver um filme narrativo com personagens será surpreendido por um fluxo ininterrupto de imagens em alta voltagem cromática e sonora. Disnarrativo, o filme não segue uma história com personagens como estamos acostumados. kynemas incita o público a construir o seu próprio filme na tela. Sem referência ou explicação somos lançados no labirinto de colagens de sensações em ritmo alucinante
 Cada cena é um lance combinatório no labirinto de conexões dentro de um filme que se transforma segundo a segundo. Entre imagens aparentemente  abstratas o espectador é levado a descobrir uma cidade imaginária em que diferentes fragmentos de imagens e sons se recombinam na memória de uma  personagem virtual  que transita  entre a realidade e a ficção criando cenas que vão se modificando a cada lance.

no dia 7 de julho, quarta-feira as 19hs

integra a programação do Festival Reverberações 2010 , no cinema da Matilha Cultural.

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PEDRO PAULO ROCHA é cineasta, artista multimídia e pesquisador de transmidias e arte colaborativa. Criou e participou ativamente  de diversos grupos coletivos de arte, movimentos de livre pensamento e expressão: Universidade Livre, Mobile Coletivo, MzMidia, Escola Nômade de Filosofia, La Tintota,  Escola Fluxos de Arte. Realiza Lab de arte e midia, projetos web arte,  video-arte, curtas experimentais, poesia e arte sonora, documentários, montagem de filmes e composição de musicas.  Participou do File Hipersônica, com apresentações liveimagem 2006, 2007,  /  Integrou 2008  a exposição Coletiva no Festival  Art Mov em Belo Horizonte; Em  2008  compôs outra  exposição, Mobilidade em Devaneio, no espaço cultural ViVo, em São Paulo.  Participou de um programa especial no   Festival Internacional de Curtas de São Paulo  e  da mostra de Cinema de  BH. Já teve publicação  de ensaios em catálogos , blogs e  revistas eletronicas.   Participou de diversas atividades em Festivais de Cinema e Arte eletrônica, mesas de debate, fez palestras, apresentou performance live, públicou artigos, ministrou oficinas e laboratórios.  Atualmente o  artista faz parte do Coletivo virtual ‘Conectivo Transmidia’  onde está iniciando vários projetos colaborativos em rede além de  apresentações de Live Cinema.

Conheça o filme POLITICA DO DISSENSO

Saturday, June 19th, 2010

“POLÍTICA DO DISSENSO” é um retrato histórico e poético do centro da cidade de São Paulo, realizado por artistas, coletivos de arte e movimentos sociais, que criaram juntos um campo de conflito contra um estado de invisibilidade. Um momento em que novas estratégias de ação surgiram para distinguir o que não cabe no que é dado como consenso. 
 
Participaram deste processo: Nova Pasta, Catadores de História , BijaRi, Esqueleto Coletivo, Coringa, Elefante, ARNST, Contra Filé, Menossões, EIA, CMI, COBAIA, Frente 3 de Fevereiro, Cia. Cachorra, Artbr, TrancaRUa, Eliot e Sica, Movimento Sem Teto do Centro, Frente de Luta por Moradia, Comunas Urbanas, Bigodistas, Integração sem Posse.
 
O que é o filme “Política do Dissenso”?
“Política do Dissenso” é um filme feito a partir de uma compilação de vídeos produzidos por artistas e cidadãos contendo trabalhos artísticos em vídeo e o registro de ações artísticas, poéticas e políticas que ocorreram de 2003 a 2006 quando inúmeros artistas, coletivos, psicólogos, sociólogos, arquitetos, músicos, grafiteiros, atores, cineastas, professores, etc. se reuniram junto a comunidades pertencentes a ocupações para produzirem um trabalho criativo coletivo conectado a necessidades reais da população das cidades, principalmente a Ocupação Prestes Maia, cujo despejo ocorreu em 15 de junho de 2007.

O HOMEM INVISÍVEL O OBJETO INVISIVEL (10′ 12″)
Vídeo Túlio Tavares, Objeto Ricardo Basbaum.
Edição Bijari

ACMSTC  (18′ 56″)
 Vídeo Catadores de Histórias.

GUAPIRA (15′ 00″ )
Vídeo Catadores de Histórias.

BANDEIRA (03′ ” 46″ )
Vídeo Rodrigo Araújo
Edição e produção Bijari

SÁBADOS CULTURAIS.NO PRESTES (03′ 46″)
Vídeo Túlio Tavares
Imagens de diversas pessoas.

OCUPAR, RESISTIR, CONSTRUIR, VIVER (05 ‘ 13″)
Vídeo Túlio Tavares e Antonio Brasiliano

DIGNIDADE 02′ 13″
Vídeo do Elefante Coletivo.
e PLINIO RAMOS, 82 (11′ 48″)
Vídeo Melina Anthis e Chico Linares

QUEM REPRESENTA O POVO? (08′ 05″)
Vídeo Gira
Edição Ilha da Fantasia

REUNIÃO COM A POLÍCIA (03′ 22″)
Vídeo Túlio Tavares
Imagens Flavia Sammarone

VISITE A BIBLIOTECA PRESTES MAIA (13′ 28″)
Video Túlio Tavares
Imagens Flavia Sammarone e Mariana Cavalcante

468 (06′ 10″)
Vídeo Bijari

MANIFESTAÇÃO DOS ARTISTAS (08′ 02″)
Video Túlio Tavares, Imagens Flavia Sammarone

A VERNISSAGE (05′ 07″)
Imagens Flávia Samarone
Vídeo Túlio Tavares


 
Como foi produzido?
A compilação foi feita pelo artista plástico Tulio Tavares, um dos que, junto com Fabiane Borges e Mariana Cavalcante, iniciou o processo de aproximação dos movimentos de luta por moradia, moradores de ocupação e comunidades dos artistas e outros cidadãos não-moradores de ocupações e interessados em se aproximar dessa realidade e conhecê-la, através de trocas de experiências diversas.  Cada artista ou grupo produziu seu próprio vídeo, além daqueles produzidos por Túlio Tavares especificamente para o DVD, todos com recursos próprios e de maneira independente.

Como começou esse processo?
Existem inúmeras controvérsias a respeito de como começou e se desenvolveu o envolvimento dos artistas com as comunidades das ocupações e dos movimentos de luta por moradia. Diversos teóricos, artistas, moradores e integrantes dos movimentos escreveram textos e deram entrevistas (que podem ser encontradas nas mais de 10.000 ocorrências da internet quando se procura por Ocupação Prestes Maia, por exemplo) colocando seus próprios pontos de vista. Portanto, a idéia aqui não é produzir um texto contendo uma verdade absoluta e sim explicar, a partir de um ponto de vista, como tudo ocorreu.
Em dezembro de 2003 aconteceu, durante três semanas, o que já foi chamado de “Ocupação na Ocupação” ou “um ritual de interferência e celebração à vida” quando cerca de 200 artistas, entre eles Thiago Judas, Rochelli Costi, Regina Silveira, Eduardo Verderame e Paulo Climachauska através de suas próprias conversas e intermediações com os mais de 2.000 moradores da Ocupação Prestes Maia intervieram com trabalhos artísticos variados no prédio de maneira geral: casa de moradores, subsolo, escadarias, etc. no que recebeu o nome de ACMSTC (Arte Contemporânea no Movimento dos Sem Teto do Centro), além da produção realizada pelos próprios moradores como: desfiles de moda, feiras de artesanato, roupas e comidas típicas e apresentações de grupos musicais de Axé e Hip Hop.
A partir desse momento, muitas pessoas começaram a conhecer os moradores e naquela tão nova situação que surgia para tantos que nunca haviam entrado em uma ocupação, além de laços afetivos, interesses em comum e diferenças perturbadoras, passaram a estabelecer um desejo de continuidade de trocas e experimentações e ainda, uma sensação de possibilidade de criação coletiva e envolvimento mais profundo, que de fato foi acontecendo através de outros acontecimentos como as intervenções artísticas na Favela do Moinho e na Ocupação Guapira, ações contra o massacre de moradores de rua no centro em 2004 e o início dos sábados culturais na Ocupação Prestes Maia em 2005, quando aconteciam mostras de cinema, performances, criação e colagem de lambe-lambes, grafite, apresentações musicais, mesclando moradores e não-moradores da ocupação não só na criação, mas também no convívio.

O que aconteceu durante esses três anos?
Durante 3 anos, de 2003 a 2006, centenas de artistas e cidadãos se envolveram com a Ocupação Prestes Maia (entre outras como Plínio Ramos, Guapira e Paula Souza) em São Paulo, numa tentativa de conviver, aprender, trocar experiências e produzir ações artísticas ou não que se aproximassem mais da vida das pessoas e das questões da cidade e discutindo e chamando atenção para o enorme problema de moradia na cidade, além de outras questões que entrecruzam essa questão principal, como a revitalização do centro e seus meios gentrificadores.
Nesse período foram realizados sábados culturais onde mostras de filmes, performances, oficinas, jogos e diversos tipos de atividades aconteciam no subsolo do Edifício Prestes Maia, a então maior ocupação da América Latina, onde moravam 468 famílias, mais de 2000 pessoas, numa luta por moradia e vidas mais dignas, um símbolo de resistência frente a uma cidade segregadora. Além de inúmeras atividades em outros momentos, como aulas de alfabetização para adultos, oficinas de meta-reciclagem de computadores, criação de um cineclube com mostras de vídeos e filmes, realização de performances, pinturas, colagens e diversas outras manifestações culturais de criação coletiva, criação da Biblioteca pelo Seu Severino, antigo morador da ocupação, contando com apoio de vários moradores, artistas, num processo de integração e convivência, onde, também não deixaram de existir conflitos e dúvidas antes inimagináveis, que só a convivência, muitas vezes diária entre moradores e não-moradores da ocupação poderia trazer.

Sobre a Ocupação Prestes Maia, o edifício, os antigos moradores e o Movimento dos Sem Teto do Centro
Nos anos 50, o edifício de trinta e cinco andares localizado na Av. Prestes Maia n º 911, abrigava uma fábrica de tecidos. Propriedade do vereador Jorge Hamuche e de Eduardo Amorim, devem R$ 5 milhões de IPTU (valor maior que a própria avaliação feita para o valor do prédio) para o governo ficou abandonado por 12 anos até passar a abrigar as 468 famílias através da ação do MSTC (Movimento dos Sem Teto do Centro). Após o despejo em 15 de junho de 2007, alguns moradores, em sua maioria catadores de material para reciclagem, direcionaram-se temporariamente para outras ocupações, até começarem a ser direcionados para casas na periferia e no centro entregues aos ex-moradores da Ocupação Prestes Maia pelo governo federal. Cerca de 150 desses moradores foram para o projeto CDHU/COHAB em Itaquera ao lado da Vila Prestes Maia.

Conversas em Roda !

Tuesday, June 15th, 2010

dia 08 de julho- quinta-feira – 20hs as 22hs

“Arte, Redes e Estratégias de gestão cultural”

Palestrantes Convidados:

 

dia 9 de julho – sexta-feira – 20hs as 22hs

“Design Cultural Internacional”

Palestrantes Convidados:

Palestrantes

Sunday, June 6th, 2010

Ana Tomé Díaz

Nasceu em La Coruña (Galícia), norte da Espanha, onde viveu até mudar-se para Madrid com a finalidade de estudar Jornalismo e Filologia na Universidade Complutense, completando posteriormente sua educação em Londres (1981-82) e Nova Iorque (1985). Sua experiência profissional multidisciplinar; jornalismo, educação e comércio exterior voltado para o turismo, acabou por levá-la à área de gestão cultural em 1989, como coordenadora de exposições no Museu de Ciências Naturais e na Casa América, ambos em Madri. Em 1995, juntou-se à Agência Espanhola de Cooperação para o desenvolvimento, como diretora do Centro Cultural da Espanha em Santo Domingo (República Dominicana), depois em Havana (Cuba) e, por fim, a partir de 2005 em São Paulo.

 

Bastien Gilbert

Administrador cultural há mais de trinta anos no Quebec, curador, ativista, crítico, colecionador. Desde 2001, é diretor geral do Regroupement des centres d’artistes autogérés du Québec (RCAAQ) – Reagrupamento dos centros de artistas auto-geridos do Quebec- que ele ajudou a fundar em 1986. Dirige, há quase vinte anos, ações desta associação, cujas ações coletivas de autogestão no âmbito da divulgação e produção de arte contemporânea são notáveis e cujo renome ultrapassa as fronteiras do Canadá.

* Bastien é financiado por Conseil des arts et des lettres du Québec” para participar!

Abigail Nunes Pereira

Artista plástica e design gráfico inscrita no registro profissional da Maison des Artistes, Paris. Diploma de professora de educação artística, curso de formação de professores de ensino médio – MEC, licenciatura em Artes Plásticas – UnB. Exerce a atividade profissional de design gráfico, tendo colaborado com varias casas editoriais parisienses como: Atlas, Bordas, Jerome Villette, Larousse, e também Ministère de La Culture.Foi professora de design gráfico para centros de formação profissionais tais como: Pyramid (Paris), e Centre de formation pour les professionnels de l’imprimerie et des arts graphiques (Saint-Denis, Paris).Como artista plástica participou de vários salões e exposições coletivas na França, no Brasil, na Bélgica e no Vietnam. Participa anualmente, mostrando o seu trabalho, do evento de portas abertas dos Ateliers d’Artistes de Belleville, Paris, dos ateliers de Lézarts de La Bièvre, Paris, e dos ateliers do Arte de Portas Abertas de Santa Teresa no Rio de Janeiro.Tem participação ativa na articulação entre associações de artistas plásticos no âmbito internacional. Participa da concepção e organização de eventos coletivos de arte entre outros: Un parcours à six, 1999, Urbains et différents, 2002, Coletivações 2005, Art Parade 2005, Paris-Hanoi-Art, 2008, Metrópole Hanói-Paris-Rio 2009-2010. Participa também de curadorias para projetos de exposições coletivas e de intercambio. Foi membro da diretoria da Fraap (Fédération des Réseaux d’Associations d’Artistes Plasticiens) e hoje é representante de associação de artistas plásticos na mesma federação. E membro do conselho da Associação Lézarts de La Bièvre, Paris e da associação Chave Mestra, Rio de Janeiro.

Frente 3 de Fevereiro

A Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdiciplinar de pesquisa e ação direta acerca do racismo na sociedade brasileira. Sua abordagem cria novas leituras e coloca em contexto dados que chegam à população de maneira fragmentada através dos meios de comunicação. As ações diretas criam novas formas de manifestação acerca de questões raciais.

Integram o coletivo: 

Achiles Luciano, André Montenegro, Cássio Martins, Cibele Lucena, Daniel Lima, Daniel Oliva, Eugênio Lima, Felipe Texeira, Felipe Brait, Fernando Alabê, Fernando Coster, Fernando Sato, João Nascimento, Julio Dojcsar, Maia Gongora, Majoí Gongora, Marina Novaes, Maurinete Lima, Pedro Guimarães e Roberta Estrela D’Alva.



Exposição do ACERVO CORO

Sunday, June 6th, 2010

Exposição do Acervo CORO durante intercambio Coletivações em Paris/FR, 2005

ACERVO CORO

Acesso a diversificada e atual produção das artes visuais, de cultura colaborativa e das praticas de processo coletivo de trabalho e criação!

Há também, uma parcela do ACERVO CORO que são objetos originais e manifestos, depoimentos e imagens em CD, DVD, VHS e papel, realizados no Brasil e Exterior.

A Internet e outras novas tecnologias têm exigido rápida mudança e novas posturas éticas, políticas e culturais da sociedade, em suas formas de organização, pensamento e prática. Pensou-se então na utilização inteligente, facilitada e ágil da Internet para, entre outras coisas, organizar, viabilizar e disponibilizar uma outra parte do ACERVO CORO, o que se chamou inicialmente de “Banco de Dados CORO”.

Esse “Banco de dados” refere-se ao conteúdo do site www.corocoletivo.org, que compartilha publicamente o MAPEAMENTO CORO – com informações sobre os integrantes da Rede CORO – e parte do conteúdo do acervo como algumas imagens, manifestos e links, possibilitando ampliar o conhecimento sobre os trabalhos que estão sendo desenvolvidos pelo Brasil na última década e o contato direto com os profissionais que os realizam. Este site está no ar desde 2005 e foi realizado de forma voluntaria por diversas mãos colaboradoras.

Neste ano de 2010, a Rede CORO ganhou casa nova e está também com uma nova plataforma de publicação digital em http://corocoletivo.ning.com.

Esta exposição que apresenta o ACERVO CORO, já aconteceu em 2005 em Paris/França durante o primeiro intercambio entre coletivos de arte do Brasil e França que se chamou “Coletivações” e em 2006 durante o Festival Reverberações no CCJ – Centro Cultural da Juventude. Nos últimos anos, o ACERVO CORO teve novas aquisições e da mesma forma a rede coro novos integrantes… e desta forma o movimento não para!

 

Breve Apresentação

www.corocoletivo.org

http://corocoletivo.ning.com

corocoletivo@yahoogrupos.com.br

corocoletivo@gmail.com

CORO é uma comunidade em rede colaborativa, formada em 2003 por profissionais ativos no panorama cultural Brasileiro, nas mais variadas linguagens e com experiências em processos coletivos de trabalho e criação.

A rede CORO está voltada para a produção, circulação e difusão cultural colaborativa; a comunicação direta entre os agentes das artes e ativistas; e a articulação e mobilização para ações sócio-culturais-ambientais conjuntas. Além de possibilitar a democratização das práticas artísticas atuais ao criar o referenciado catalogo digital CORO com Mapeamento CORO, no site da rede com acesso gratuito; e um acervo de publicações independente com informações, manifestos, depoimentos e imagens em CD, DVD, VHS e papel, que pode ser acessado pelo agendamento de uma visita ou exposição pública.

Hoje, os 555 representantes de mais de 250 iniciativas, comunicam-se diariamente pelo e-grupo (corocoletivo@yahoogrupos.com.br). No BRASIL articula representações em capitais de 18 estados e em todas as 5 regiões do pais. No EXTERIOR já estabelece parcerias na Europa, Canadá,  Asia e America do Sul. São artistas e coletivos, iniciativas e espaços independentes, ações continuadas, associações e cooperativas, conscientes de que toda ação reverbera!

Encontros nacionais, intercâmbios internacionais e o Fórum CORO foram realizados em 2004, 2006 e 2008, pelo Festival ReverberAções (www.reverberacoes.com.br), festival que realizou o primeiro encontro de coletivos de arte do Brasil em 2004 e que recebeu o PREMIO Cultura e Pensamento/MinC para o Seminário RITMOS DA URGENCIA, ao discutir Economia Criativa no Brasil.

 

Breve Historico da Articulação

 CORO é uma iniciativa de artista, que busca unir outros artistas e pesquisadores que também são envolvidos com processos coletivos de trabalho e criação. No ano de 2000, Flavia Vivacqua inicia um levantamento de coletivos de arte e iniciativas autônomas no Brasil. A pesquisa estimulou a realização de uma convocatória publica do coletivo Horizonte Nômade para a ocupação da praça Roosevelt em São Paulo, que acabou por não acontecer. Mas, em meados de 2003 a rede CORO começou a se articular e comunicar-se cotidianamente pelo e-grupo corocoletivo@yahoo.com.br.

Essa articulação se deu basicamente pela internet circulando um questionário sobre as ações de cada coletivo, os detalhes sobre como se organizavam e produziam seus trabalhos e como pensavam a coletividade naquele momento. A proposta do CORO foi se espalhado e agregando adeptos e colaboradores, através de pessoas/coletivos que como um impulso na grande rede, informaram outras pessoas/coletivos, acessando outros agrupamentos e meios difusores que começavam a existir também, como o Mídia Tática Brasil, Canal Contemporâneo, Linha Imaginária, Rejeitados, PIA… hoje, boa parte desses agrupamentos também integram o CORO.

“A compreensão do coletivo como fortalecimento de objetivos e potenciais, além da dissolução de problemas e divisão de etapas e mão de obra de trabalho, sem que com isso o individual se dilua, é o próprio desafio do homem global e sua prática na cultura contemporânea. Não se trata de massificação igualitária e utópica, mas igualdade de condições e possibilidades geradoras. É o coletivo que afirma a individualidade e a potencializa em direção a uma relação aberta com o mundo.”

Trecho do Manifesto Horizonte Nômade 

MAPA – RUPTURA E TRANSFORMAÇÃO

Sunday, June 6th, 2010

MAPA “De onde você vem?” - dinamica coletiva do grupo Colectivo, durante Reverberações 2004

Trata-se de dois encontros coletivos para desenvolver o MAPA – RUPTURA E TRANSFORMAÇÃO. As dinamicas são focalizadas por Andre Mesquita e Flavia Vivacqua, que conta também com colaboradores convidados e participantes inscritos.

dia 7 de julho – quarta feira as 19hs.

dia 9 de julho – sexta feira as 14hs.

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Um mapa sobre ruptura e transformação

Mapas capturam a atenção e a curiosidade das pessoas, levando-as a encontrar constelações, procurar tesouros perdidos, conhecer partes do corpo e da mente, localizar territórios, mundos reais ou fictícios. Ao integrar imaginação e desenho gráfico, usar linhas, cores e iconografia para representar observações empíricas, cidades, acidentes geográficos, experiências de vida, percursos e dados, um mapa sintetiza uma enorme complexidade de temas, informações e assuntos. As práticas cartográficas também podem ser usadas quando resolvemos mapear relações que parecem invisíveis em um primeiro momento, mas que conseguem expressar sentimentos e idéias de nossas ações e percepções no mundo. Queremos mapear as transformações porque elas são a essência da História e nos dizem muito sobre o passado, sobre como agimos no presente e compartilhamos estrategicamente as reflexões de um futuro. Queremos mapear também as rupturas, pois a sua multiplicidade de perspectivas torna as mudanças sociais, econômicas, culturais e políticas possíveis…

“…Naquele império, a Arte da Cartografia alcançou tal Perfeição que o mapa duma Província ocupava uma Cidade inteira, e o mapa do Império uma Província inteira. Com o tempo esses Mapas Desmedidos não bastaram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império, que tinha o Tamanho do Império e coincidia com ele ponto por ponto. Menos Dedicadas ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes decidiram que esse dilatado Mapa era Inútil e não sem Impiedades entregaram-no às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste perduram despedaçadas Ruínas do Mapa habitadas por Animais e Mendigos; em todo o País não há outra relíquia das Disciplinas Geográficas.”

(Suaréz Miranda: Viajes de Varones Prudentes, Livro Quarto, Capítulo XIV, Lérida, 1658.)

Jorge Luis Borges in História Universal da Infâmia.

Ao partir de um diagrama inicial, onde o campo da ruptura e da transformação assinala ligações com outras três esferas, a atividade de mapeamento coletivo reunirá um conjunto de experiências, histórias e informações escolhidas e visualizadas pelos seus participantes. A esfera das situações será formada por depoimentos pessoais dos participantes, assinalando momentos de transformação individual ou coletiva em diversos contextos. Na esfera do sociopolítico, encontra-se uma cronologia de acontecimentos iniciados em 1984 (com o movimento das Diretas Já no Brasil) até os dias atuais, cujos impactos locais e globais de movimentos, manifestações, práticas, guerras, governos, crises, conflitos e resistências encontram-se inseridos nas narrativas de uma história contemporânea em andamento. Um conjunto de ícones será usado para representar estes eventos. Na esfera conceitual, idéias e palavras-chave serão reunidas formando prováveis e inusitadas relações entre as experiências pessoais dos participantes e os acontecimentos históricos, preocupando-se em problematizar neste mapa causas, ações e mudanças.

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COLABORADORES

Chico Linares (São Paulo)

Claudia Washington (Curitiba)

Desde 1996 trabalha com proposições artísticas caracterizadas pela efemeridade, pesquisa as relações entre ação e registro como estratégia poético/política. Entre suas realizações estão Trânsito à Margem do Lago (http://margemdolago.transitos.org/), deriva pela fronteira entre Brasil e Paraguai, 2009/10; Armadilha (http://palavrasnaarmadilha.wordpress.com/), ação direta em entroncamentos rodoviários ao redor da cidade de Curitiba 2008/09; e Corpos Intensificados 2003/06, pequisa imago-coreográfica baseada na “ação/colisão” entre corpo humano e objetos. Desenvolve ações colaborativas com os coletivos e/ou, Orquestra Organismo e Descentro. É mestranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Processos Artísticos, da Universidade Estadual de Santa Catarina (2009); especialista em História da Arte Moderna e Contemporânea pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2007) e graduada em Educação Artística habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Paraná (1999).

Gavin Adams (São Paulo)

Henrique Parra (São Paulo)

Graduado em Ciências Sociais e Mestre em Sociologia pela USP e Doutor em Educação pela UNICAMP, onde desenvolve investigação sobre as transformações entre as tecnologias digitais de comunicação e visão, os regimes de produção de conhecimentos e as configurações políticas emergentes. Trabalhou como pesquisador e gestor público em diferentes instituições, atuando em áreas relacionadas à sociologia da tecnologia, acesso ao conhecimento e direito à comunicação, tecnologia social e desenvolvimento sócio-econômico. Paralelamente, como fotógrafo, realizou diversos trabalhos de documentação e produção artística, tanto individualmente como através de coletivos em que foi colaborador.

Jose Roberto Shwafaty (Campinas)

Artista, desenvolve pesquisas com interesses baseados na relação entre arte e sociedade, que traduzem-se em producoes ligadas aos campo da visualidade contemporanea, design critco, acao urbana e colaborativa. Os campos e assuntos de interesse que informam estas producoes conectam-se à aspectos políticos, economicos, midiaticos e culturais, focando  o individuo em relacoa ao coletivo e refletindo sobre possibilidades de produção e distribuição que manifestam-se em diversos meios e situações como preocessos de intervenção e inclusão em espaços públicos.

Lúcio de Araujo (Curitiba)

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FOCALIZADORES

Andre Mesquita (São Paulo/1977)

Pesquisador das relações entre arte, política e ativismo. Mestre pelo departamento de História Social da Universidade de São Paulo e atualmente doutorando no mesmo departamento com um estudo sobre “mapas e diagramas dissidentes”, pesquisando diferentes cartografias sobre o capitalismo contemporâneo. É integrante da Rede Conceitualismos do Sul e participante de experiências coletivas relacionadas a práticas de democracia direta, autogestão e movimentos sociais.

Flavia Vivacqua (São Paulo/1975)

Artista, Educadora e Designer Cultural e Sustentabilidade. Teve como primeira formação as Artes Cênicas onde especializou-se em Mascaras e Teatro de Rua. Formada em Licenciatura Plena em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, desde 1998 realiza em diversas cidades Brasileiras e no exterior e também, artigos, conferencias e cursos [http://flaviavivacqua.wordpress.com]. Articulou a rede CORO – Colaboradores em Rede e Organizações, ativa desde 2003: mapeamento – www.corocoletivo.org e rede social www.corocoletivo.ning.com. Como designer cultural, desde 2000 realiza festivais, intercâmbios e curadorias como ECO[Lógica]/2005 e recebendo diversos prêmios como “Cultura e Pensamento” em ‘REVERBERAÇÕES2006′ – para ‘Seminário Ritmos da Urgência’ ao discutir Economia da Cultura [www.reverberacoes.com.br]). Tornou-se consultora em Ecologia Social da Antroposofia pelo Programa Germinar/Instituto EcoSocial; em Designer de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Assentamentos Humanos Sustentáveis pelo programa Gaia Education, onde hoje é educadora; em PDC – Permacultura Design e Consultoria pelo Ecocentro IPEC; Funda e conduz a Agência de Designer Cultural e Sustentabilidade NEXO CULTURAL, para criação, consultoria, estratégia, gestão e facilitação de processos, projetos e programas sócio-culturais-ambientais [www.nexocultural.com.br].