
MAPA “De onde você vem?” - dinamica coletiva do grupo Colectivo, durante Reverberações 2004
Trata-se de dois encontros coletivos para desenvolver o MAPA – RUPTURA E TRANSFORMAÇÃO. As dinamicas são focalizadas por Andre Mesquita e Flavia Vivacqua, que conta também com colaboradores convidados e participantes inscritos.
dia 7 de julho – quarta feira as 19hs.
dia 9 de julho – sexta feira as 14hs.
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Um mapa sobre ruptura e transformação
Mapas capturam a atenção e a curiosidade das pessoas, levando-as a encontrar constelações, procurar tesouros perdidos, conhecer partes do corpo e da mente, localizar territórios, mundos reais ou fictícios. Ao integrar imaginação e desenho gráfico, usar linhas, cores e iconografia para representar observações empíricas, cidades, acidentes geográficos, experiências de vida, percursos e dados, um mapa sintetiza uma enorme complexidade de temas, informações e assuntos. As práticas cartográficas também podem ser usadas quando resolvemos mapear relações que parecem invisíveis em um primeiro momento, mas que conseguem expressar sentimentos e idéias de nossas ações e percepções no mundo. Queremos mapear as transformações porque elas são a essência da História e nos dizem muito sobre o passado, sobre como agimos no presente e compartilhamos estrategicamente as reflexões de um futuro. Queremos mapear também as rupturas, pois a sua multiplicidade de perspectivas torna as mudanças sociais, econômicas, culturais e políticas possíveis…
“…Naquele império, a Arte da Cartografia alcançou tal Perfeição que o mapa duma Província ocupava uma Cidade inteira, e o mapa do Império uma Província inteira. Com o tempo esses Mapas Desmedidos não bastaram e os Colégios de Cartógrafos levantaram um Mapa do Império, que tinha o Tamanho do Império e coincidia com ele ponto por ponto. Menos Dedicadas ao Estudo da Cartografia, as Gerações Seguintes decidiram que esse dilatado Mapa era Inútil e não sem Impiedades entregaram-no às Inclemências do Sol e dos Invernos. Nos Desertos do Oeste perduram despedaçadas Ruínas do Mapa habitadas por Animais e Mendigos; em todo o País não há outra relíquia das Disciplinas Geográficas.”
(Suaréz Miranda: Viajes de Varones Prudentes, Livro Quarto, Capítulo XIV, Lérida, 1658.)
Jorge Luis Borges in História Universal da Infâmia.
Ao partir de um diagrama inicial, onde o campo da ruptura e da transformação assinala ligações com outras três esferas, a atividade de mapeamento coletivo reunirá um conjunto de experiências, histórias e informações escolhidas e visualizadas pelos seus participantes. A esfera das situações será formada por depoimentos pessoais dos participantes, assinalando momentos de transformação individual ou coletiva em diversos contextos. Na esfera do sociopolítico, encontra-se uma cronologia de acontecimentos iniciados em 1984 (com o movimento das Diretas Já no Brasil) até os dias atuais, cujos impactos locais e globais de movimentos, manifestações, práticas, guerras, governos, crises, conflitos e resistências encontram-se inseridos nas narrativas de uma história contemporânea em andamento. Um conjunto de ícones será usado para representar estes eventos. Na esfera conceitual, idéias e palavras-chave serão reunidas formando prováveis e inusitadas relações entre as experiências pessoais dos participantes e os acontecimentos históricos, preocupando-se em problematizar neste mapa causas, ações e mudanças.

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COLABORADORES
Chico Linares (São Paulo)
Claudia Washington (Curitiba)
Desde 1996 trabalha com proposições artísticas caracterizadas pela efemeridade, pesquisa as relações entre ação e registro como estratégia poético/política. Entre suas realizações estão Trânsito à Margem do Lago (http://margemdolago.transitos.org/), deriva pela fronteira entre Brasil e Paraguai, 2009/10; Armadilha (http://palavrasnaarmadilha.wordpress.com/), ação direta em entroncamentos rodoviários ao redor da cidade de Curitiba 2008/09; e Corpos Intensificados 2003/06, pequisa imago-coreográfica baseada na “ação/colisão” entre corpo humano e objetos. Desenvolve ações colaborativas com os coletivos e/ou, Orquestra Organismo e Descentro. É mestranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Processos Artísticos, da Universidade Estadual de Santa Catarina (2009); especialista em História da Arte Moderna e Contemporânea pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (2007) e graduada em Educação Artística habilitação em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Paraná (1999).
Gavin Adams (São Paulo)
Henrique Parra (São Paulo)
Graduado em Ciências Sociais e Mestre em Sociologia pela USP e Doutor em Educação pela UNICAMP, onde desenvolve investigação sobre as transformações entre as tecnologias digitais de comunicação e visão, os regimes de produção de conhecimentos e as configurações políticas emergentes. Trabalhou como pesquisador e gestor público em diferentes instituições, atuando em áreas relacionadas à sociologia da tecnologia, acesso ao conhecimento e direito à comunicação, tecnologia social e desenvolvimento sócio-econômico. Paralelamente, como fotógrafo, realizou diversos trabalhos de documentação e produção artística, tanto individualmente como através de coletivos em que foi colaborador.
Jose Roberto Shwafaty (Campinas)
Artista, desenvolve pesquisas com interesses baseados na relação entre arte e sociedade, que traduzem-se em producoes ligadas aos campo da visualidade contemporanea, design critco, acao urbana e colaborativa. Os campos e assuntos de interesse que informam estas producoes conectam-se à aspectos políticos, economicos, midiaticos e culturais, focando o individuo em relacoa ao coletivo e refletindo sobre possibilidades de produção e distribuição que manifestam-se em diversos meios e situações como preocessos de intervenção e inclusão em espaços públicos.
Lúcio de Araujo (Curitiba)
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FOCALIZADORES
Andre Mesquita (São Paulo/1977)

Pesquisador das relações entre arte, política e ativismo. Mestre pelo departamento de História Social da Universidade de São Paulo e atualmente doutorando no mesmo departamento com um estudo sobre “mapas e diagramas dissidentes”, pesquisando diferentes cartografias sobre o capitalismo contemporâneo. É integrante da Rede Conceitualismos do Sul e participante de experiências coletivas relacionadas a práticas de democracia direta, autogestão e movimentos sociais.
Flavia Vivacqua (São Paulo/1975)

Artista, Educadora e Designer Cultural e Sustentabilidade. Teve como primeira formação as Artes Cênicas onde especializou-se em Mascaras e Teatro de Rua. Formada em Licenciatura Plena em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, desde 1998 realiza em diversas cidades Brasileiras e no exterior e também, artigos, conferencias e cursos [http://flaviavivacqua.wordpress.com]. Articulou a rede CORO – Colaboradores em Rede e Organizações, ativa desde 2003: mapeamento – www.corocoletivo.org e rede social www.corocoletivo.ning.com. Como designer cultural, desde 2000 realiza festivais, intercâmbios e curadorias como ECO[Lógica]/2005 e recebendo diversos prêmios como “Cultura e Pensamento” em ‘REVERBERAÇÕES2006′ – para ‘Seminário Ritmos da Urgência’ ao discutir Economia da Cultura [www.reverberacoes.com.br]). Tornou-se consultora em Ecologia Social da Antroposofia pelo Programa Germinar/Instituto EcoSocial; em Designer de Sustentabilidade e Desenvolvimento de Assentamentos Humanos Sustentáveis pelo programa Gaia Education, onde hoje é educadora; em PDC – Permacultura Design e Consultoria pelo Ecocentro IPEC; Funda e conduz a Agência de Designer Cultural e Sustentabilidade NEXO CULTURAL, para criação, consultoria, estratégia, gestão e facilitação de processos, projetos e programas sócio-culturais-ambientais [www.nexocultural.com.br].